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Copa do Mundo tende a aumentar os golpes digitais no Brasil

Há 4 meses
Atualizado segunda-feira, 8 de junho de 2026

Da Redação

Um estudo da NordVPN revelou que quase metade dos brasileiros já topou com alguma fraude online ligada a futebol, entretenimento ou turismo. Com a Copa do Mundo de 2026  o cenário tende a piorar.

O Brasil é o país do futebol — e os golpistas sabem disso muito bem. Levantamento da NordVPN, provedor de serviços de rede privada virtual, aponta que  34% dos brasileiros entrevistados já encontraram fraudes online com temática futebolística, e 11% chegaram a perder dinheiro nessas situações. No total, 48% dos participantes se depararam com algum golpe ligado a futebol, entretenimento ou viagens.

Outros tipos de fraude também aparecem com frequência preocupante: ligações falsas de bancos e centrais de atendimento afetaram 55% dos respondentes, ofertas financeiras enganosas atingiram 53%, e falsas vagas de emprego chegaram a 44% deles.

Apostas esportivas: um terreno fértil para fraudes

O mercado de apostas cresceu muito no Brasil nos últimos anos, e com ele vieram os golpistas. Três em cada quatro entrevistados — 75% — disseram já ter se deparado com alguma fraude ligada a apostas esportivas. As modalidades mais comuns incluem dicas falsas de apostas (53%), ofertas enganosas para partidas de futebol (50%) e bônus fraudulentos exigindo pagamento antecipado (43%).

Phishing relacionado a apostas e ofertas de empréstimos falsos para jogar também apareceram, cada um afetando 32% dos respondentes. Outros 23% relataram ter recebido promessas de resultados combinados — os chamados “jogos viciados” — uma fraude que joga com a ganância e a ingenuidade das vítimas.

Redes sociais são o principal canal dos criminosos

As plataformas digitais se tornaram o ambiente favorito dos golpistas para encontrar vítimas. Entre os brasileiros que encontraram fraudes relacionadas a futebol, 72% foram abordados pelas redes sociais: o Instagram lidera com 51%, seguido pelo Facebook (35%), TikTok (26%) e X, antigo Twitter (14%).

Os aplicativos de mensagens também são amplamente usados para disseminar golpes. Cerca de 59% dos entrevistados relataram ter recebido tentativas de fraude por esses canais — sendo o WhatsApp o principal deles, com 48% dos casos, à frente do Telegram (23%) e do Messenger (15%).

Entretenimento e turismo também estão no radar

Nem os momentos de lazer estão livres de ameaças. Embora menos frequentes do que as fraudes ligadas ao futebol, os golpes envolvendo entretenimento e turismo afetaram 23% dos entrevistados entre 2024 e 2025. Ingressos falsos foram o tipo mais comum, atingindo 65% desse grupo. Mercadorias falsificadas de artistas (52%), garantias e reembolsos fraudulentos (48%) e produtos supostamente autografados (46%) completam a lista.

No campo das viagens, pacotes enganosos (60%), ofertas falsas de passagens aéreas (48%) e reservas de hospedagem inexistentes (47%) foram as armadilhas mais relatadas. As perdas financeiras nesse segmento costumam ser mais altas: em média, as vítimas perderam entre R$ 501 e R$ 750.

Quem cai e quando cai

Os dados mostram um perfil bem definido das vítimas: pessoas entre 25 e 44 anos, moradoras de grandes centros urbanos, com cargos de gerência e renda elevada. Curiosamente, muitas delas são fãs de futebol e assistem a jogos por serviços ilegais de streaming.

Em relação ao estado emocional no momento da fraude, os extremos aparecem lado a lado: 36% das vítimas estavam frustradas quando caíram no golpe, enquanto 33% estavam empolgadas. O período da tarde concentra o maior número de casos (43%), e 73% das ocorrências acontecem em dias úteis, geralmente enquanto a pessoa trabalha ou estuda.

Como se proteger no ambiente digital

Algumas precauções básicas já são adotadas por parte dos entrevistados, mas ainda há muito espaço para melhorar. Evitar clicar em links suspeitos é o hábito mais disseminado, praticado por 68% dos brasileiros ouvidos na pesquisa. Ignorar mensagens e ligações de números desconhecidos é outra medida importante, mas apenas 57% a adotam.

Desconfiar de ofertas generosas demais é essencial — e 53% já fazem isso. Já o uso de autenticação de dois fatores (2FA), uma das proteções mais eficazes contra invasões de conta, ainda é pouco comum: só 40% dos entrevistados utilizam o recurso. Gerenciadores de senhas, métodos seguros de pagamento e o uso de VPNs também são recomendados para reduzir a exposição a ameaças digitais.

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