STM mantém condenação de cabo do Exército por apresentação de documentos falsos – – –
Três vezes Scorsese – – –
Nova resolução do CNJ permite ao órgão monitorar ordens de bloqueio de créditos – – –
Regime prisional não retroage para desconstituir tempo de pena em regime aberto, decide TJSP – – –
Defesa diz que 657 arquivos do celular de Vorcaro foram modificados após apreensão pela PF – – –
Juiz que beneficiou réu do 8 de Janeiro escapa de inquérito no STF, mas segue sob análise do CNJ – – –
Certidões de óbito de pessoas mortas por policiais terão de detalhar contexto, além da causa médica – – –
TSE pede para Congresso incluir na Lei da Ficha Limpa inelegibilidade de quem comete violência doméstica – – –
STJ nega novo recurso apresentado pela defesa do ex-jogador Robinho, que cumpre pena em Limeira (SP) – – –
Ministro Alexandre de Moraes, do STF, determina arquivamento de inquérito contra youtuber Monark – – –
Ministro Marco Buzzi no plenário do STJ

PF abre novo inquérito contra ministro Marco Buzzi do STJ

Há 3 meses
Atualizado sexta-feira, 24 de julho de 2026

Da Redação

O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), passou a ser investigado em um segundo inquérito da Polícia Federal. Desta vez, a suspeita é de que ele esteja envolvido em um esquema de venda de decisões judiciais. O ministro já responde a outro processo, por acusações de assédio sexual, e está afastado de suas funções.

O que motivou a nova investigação

A apuração faz parte da Operação Sisamnes, que existe há algum tempo e, até recentemente, focava apenas em assessores que atuavam nos gabinetes dos ministros do STJ. Com o avanço das investigações, a Polícia Federal reuniu novos elementos que levaram à ampliação do inquérito, agora mirando diretamente Marco Buzzi.

A autorização para investigar o ministro partiu do Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do ministro Cristiano Zanin. Pouco antes, Zanin já havia liberado a abertura de um inquérito semelhante contra outro ministro do STJ, Moura Ribeiro, suspeito de beneficiar um grupo ligado a um lobista em decisões judiciais. O processo corre em sigilo.

A relação com a filha do ministro

Um ponto que chamou atenção da Polícia Federal foi a relação entre uma das filhas de Buzzi, a advogada Catarina Buzzi, e um empresário suspeito de comprar decisões judiciais. Em um primeiro momento, um relatório da corporação sugeriu aprofundar essa análise, mas, após a troca do delegado responsável, um segundo relatório concluiu que não havia indícios de irregularidades na atuação da advogada.

Apesar disso, novas provas reunidas pela PF acabaram justificando a abertura do inquérito contra o próprio ministro. A defesa de Catarina Buzzi nega qualquer irregularidade e afirma que relatórios oficiais já afastaram qualquer ligação dela com a venda de sentenças, classificando as novas acusações como repetição de informações antigas.

Processo por assédio sexual tem data marcada

Paralelamente ao inquérito sobre venda de decisões, Marco Buzzi também enfrenta um processo disciplinar por assédio sexual. Ele é acusado por duas mulheres: uma jovem de 18 anos, que diz ter sido tocada de forma indevida durante um banho de mar, e uma ex-funcionária de seu gabinete, que relata diversos episódios de assédio ao longo do tempo.

O julgamento está marcado para começar em 6 de agosto. Caso seja considerado culpado, o ministro pode perder o cargo — já que uma decisão recente do STF determinou que a aposentadoria compulsória não pode mais ser usada como punição máxima para magistrados nesse tipo de caso, sendo substituída pela demissão.

Pressão por aposentadoria antecipada

Diante da repercussão negativa para a imagem do STJ, outros integrantes do tribunal chegaram a pressionar Buzzi para que ele pedisse aposentadoria antecipada, o que ajudaria a encerrar a crise sem necessidade de um julgamento público. O ministro, porém, recusou essa saída e afirma ser inocente das acusações.

Como parte de sua defesa no processo de assédio, Buzzi apresentou um laudo médico sobre disfunção erétil, argumentando que sua condição física tornaria impossível cometer os atos que lhe são atribuídos. Procurada pela reportagem, a assessoria do ministro disse que ele desconhece ser alvo do novo inquérito e não tem qualquer relação com as atividades profissionais de seus familiares.

Autor

Leia mais

Cabos do Exército durante desfile

STM mantém condenação de cabo do Exército por apresentação de documentos falsos

Há 3 dias

Três vezes Scorsese

Há 3 dias
Edifício-sede do CNJ em Brasília

Nova resolução do CNJ permite ao órgão monitorar ordens de bloqueio de créditos

Há 3 dias
Sede do TJSP

Regime prisional não retroage para desconstituir tempo de pena em regime aberto, decide TJSP

Há 3 dias

Defesa diz que 657 arquivos do celular de Vorcaro foram modificados após apreensão pela PF

Há 3 dias
Homem depredando relógio histórico no Palácio do Planalto em 8/1/23

Juiz que beneficiou réu do 8 de Janeiro escapa de inquérito no STF, mas segue sob análise do CNJ

Há 3 dias