Justiça do Trabalho promete punir com rapidez patrões que praticarem assédio eleitoral – – –
STJ suspende saque de novo auxílio para atingidos pela tragédia de Brumadinho – – –
Governo Lula orienta ministros a tratar fuga de Flávio como caso de Justiça – – –
Dilma Rousseff e outros membros de conselho da Petrobras em 2006 são absolvidos pela CVM por compra de Pasadena – – –
Flávio diz ser alvo de “fraude” e “abuso de poder”, mas recua após se intitular “verdadeiro presidente eleito” – – –
Demora para edição da MP sobre o “imposto do pecado” leva a preocupações no mercado – – –
Justiça bloqueia R$ 327 milhões do CV por controle do gás de cozinha no Rio de Janeiro – – –
Toffoli pede vista e STF suspende julgamento sobre fretamento da Buser – – –
Exigência de atestados médicos com o CID não viola intimidade do trabalhador nem LGPD, diz TST – – –
Kassio determina manifestação da PGR sobre pedido de revisão da pena de Jair Bolsonaro – – –

STF e Banco Central criam sistema para rastrear cessão de precatórios

Há 3 meses
Atualizado quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Da redação

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, e o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, assinaram nesta quarta-feira (12) portaria conjunta que cria um grupo executivo responsável por desenvolver as bases de um sistema nacional de registro, rastreabilidade e controle da cessão de créditos de precatórios. A iniciativa permitirá acompanhar a titularidade dos créditos desde a negociação até o pagamento, com a integração de informações de tribunais, cartórios e entidades autorizadas.

Segundo Fachin, a nova regulamentação não pretende restringir a circulação dos créditos, mas garantir transparência, segurança jurídica e rastreabilidade nas cessões, além de proteger credores em situação de vulnerabilidade. “Temos o compromisso de combater as fraudes com rigor”, afirmou o presidente do STF durante a cerimônia de assinatura.

Transparência e segurança jurídica

O ministro frisou que o precatório não pode ser usado para obtenção ilícita de recursos, para enganar pessoas vulneráveis ou encobrir falsidades documentais. Para ele, cabe às instituições aperfeiçoar a gestão nacional dos precatórios, organizar dados, estabelecer padrões tecnológicos e assegurar o pagamento ao titular legítimo.

Nesse sentido, Fachin ressaltou a importância da parceria com o Banco Central para estruturar um sistema eletrônico seguro, integrar entidades registradoras, evitar duplicidades, garantir a interoperabilidade com o SisPreq, criar trilhas de auditoria e definir padrões tecnológicos.

Ao agradecer a parceria, Galípolo destacou que, em ativos como os precatórios, é necessário saber quem é o titular do crédito, conhecer o histórico das transferências, identificar possíveis duplicidades, verificar a validade da cessão e preservar a cadeia de titularidade. Sem essas informações, afirmou, a falta de transparência compromete a eficiência do mercado e a segurança jurídica.

Compromisso das entidades devedoras

A Portaria 6/2026 estabelece novas exigências de transparência para a negociação dos títulos, com o objetivo de prevenir fraudes e evitar seu uso para acobertar crimes. Fachin observou que o crescimento desse mercado está relacionado, em parte, ao atraso no pagamento pelas fazendas públicas, o que pode deixar o credor sem alternativa além de vender o crédito. Para ele, a solução também depende do compromisso das entidades devedoras com o pagamento regular e tempestivo das obrigações judiciais.

Uma das principais preocupações do CNJ, segundo o ministro, é proteger os credores, especialmente idosos, pensionistas, beneficiários de verbas de natureza alimentar, herdeiros e trabalhadores. A nova regulamentação torna obrigatória a escritura pública na primeira transferência do precatório, medida que busca garantir ao credor informações claras sobre o valor atualizado do crédito, o preço negociado, o deságio e as consequências da operação.

Rumo à Central Nacional de Cessões

Fachin destacou ainda que fraudes, cessões duplicadas, negócios opacos e registros inconsistentes prejudicam credores, adquirentes de boa-fé, tribunais, entidades devedoras e o sistema de Justiça, além de aumentar os custos das negociações e reduzir a confiança no mercado. O grupo executivo agora formado vai aprofundar os debates técnicos, acompanhar a elaboração da regulamentação e propor a arquitetura da futura Central Nacional de Cessões de Créditos de Precatórios.

O colegiado também deverá definir a integração entre tribunais, serventias notariais e entidades registradoras, e elaborar um plano para implantação gradual da nova sistemática em todo o país. Participaram da cerimônia representantes do Banco Central, do STF e do CNJ, entre eles o diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do BC, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, e a secretária-geral do CNJ, Clara da Mota.

*Com informações do STF

Autor

Leia mais

Justiça do Trabalho promete punir com rapidez patrões que praticarem assédio eleitoral

Há 12 minutos

STJ suspende saque de novo auxílio para atingidos pela tragédia de Brumadinho

Há 28 minutos
A foto mostra a fachada do Palácio do Planalto em Brasília.

Governo Lula orienta ministros a tratar fuga de Flávio como caso de Justiça

Há 2 horas
Ex-presidente Dilma Rousseff

Dilma Rousseff e outros membros de conselho da Petrobras em 2006 são absolvidos pela CVM por compra de Pasadena

Há 12 horas
Senador Flávio Bolsonaro descendo de avião

Flávio diz ser alvo de “fraude” e “abuso de poder”, mas recua após se intitular “verdadeiro presidente eleito”

Há 13 horas
Cédulas de dinheiro referentes a pagamentos de tributos

Demora para edição da MP sobre o “imposto do pecado” leva a preocupações no mercado

Há 13 horas