TSE determina que imagens de pessoas em propaganda eleitoral devem aparecer sempre borradas  – – –
Corregedor eleitoral nega pedido de Flávio para suspender canais do governo – – –
STF mantém regras de organização da Polícia Penal de São Paulo – – –
Presidente do TSE dá 24 horas à Meta para apresentar relatório técnico sobre canal ‘Exército do Lula’ – – –
TST aumenta 6x a indenização para gestante obrigada a vomitar em lata de lixo – – –
Médico condenado por ofensas a colega em denúncia ao conselho deve pagar R$ 3 mil – – –
Campanhas de Lula e Flávio entregam petição conjunta ao TSE para quebra de sigilos – – –
STF retoma julgamento sobre acesso a dados sigilosos em investigações criminais – – –
Após 240 dias de impasse, CNJ anula recusa e determina promoção no TJRN – – –
INSS não pode usar robôs para negar benefício sem permitir novas provas, decide STJ – – –

CNJ aprova regras únicas para concursos de cartórios em todo o país

Há 2 meses
Atualizado quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Da Redação

O Conselho Nacional de Justiça decidiu, nesta terça-feira (18/8), unificar as normas que orientam os concursos públicos para cartórios em todo o Brasil. A medida busca acabar com a demora e as constantes interrupções que hoje marcam esses processos seletivos, tornando-os mais rápidos, seguros e transparentes.

Por que a mudança era necessária

Os concursos para cartórios — que selecionam profissionais para as funções de notário e registrador — vinham sendo alvo de críticas por sua lentidão. Muitos certames se estendiam por anos, prejudicados por decisões judiciais, adiamentos e cancelamentos.

De acordo com o conselheiro Rodrigo Badaró, relator da matéria, esse cenário trazia prejuízos para candidatos, para o serviço público e para toda a sociedade. Por isso, o CNJ decidiu revisar as regras que vigoravam desde 2009, buscando eliminar brechas que davam margem a disputas judiciais e atrasos.

Fim do sorteio para vagas de cotas

Uma das mudanças mais relevantes é o fim do sorteio para definir qual cartório caberá aos candidatos que concorrem pelo sistema de cotas. A partir de agora, a escolha seguirá uma lista única, e os candidatos cotistas mais bem colocados poderão escolher a serventia desejada de acordo com sua posição no ranking.

Outra novidade é que eventuais alterações na lista de cartórios disponíveis durante o concurso não vão mais interromper ou anular o processo seletivo — algo que, no passado, provocava atrasos longos.

Mais segurança e fiscalização

O novo texto também reforça os mecanismos de controle sobre as provas. Entre as exigências estão a criptografia dos arquivos, o registro auditável de quem acessa as provas, o monitoramento da produção e do transporte dos cadernos de questões, além da identificação biométrica dos candidatos no dia da aplicação.

As provas discursivas também passarão a ser corrigidas sem identificação dos candidatos, e será obrigatória a contratação de bancas examinadoras especializadas para conduzir os concursos.

Peso das etapas é reorganizado

O ato normativo do CNJ também mudou o peso das etapas dentro do concurso. A prova discursiva passa a valer mais, enquanto a prova oral deixa de eliminar candidatos, servindo apenas para classificação. Já a etapa de análise de títulos teve sua importância reduzida no cálculo final da nota.

Todas as arguições orais precisarão ser gravadas em áudio e vídeo, e os critérios de correção e de recursos administrativos ficam mais objetivos, o que deve reduzir contestações.

O que muda na fiscalização dos concursos

A Corregedoria Nacional de Justiça passa a acompanhar de perto todas as fases dos concursos, reforçando a fiscalização em busca de mais transparência. A nova resolução substitui integralmente a Resolução CNJ nº 81, de 2009, que regulava o tema até então.

Divergência sobre remoções

Durante o julgamento, o presidente do CNJ, ministro Edson Fachin, defendeu que as cotas para candidatos negros e pessoas com deficiência também fossem aplicadas nos processos de remoção — quando um notário ou registrador já efetivado pede transferência para outra serventia. A proposta, no entanto, não foi aprovada pela maioria do plenário.

Por se tratar de um assunto ainda em debate, o CNJ definiu que a regra passará por um período de transição e será reavaliada futuramente pelo colegiado.

Autor

Leia mais

Sessão plenária do TSE

TSE determina que imagens de pessoas em propaganda eleitoral devem aparecer sempre borradas 

Há 17 segundos
Ministro e corregedor-geral da Justiça Eleitoral Ricardo Villas Boas Cuêva, do TSE, durante sessão

Corregedor eleitoral nega pedido de Flávio para suspender canais do governo

Há 36 minutos

STF mantém regras de organização da Polícia Penal de São Paulo

Há 39 minutos
Presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, durante sessão

Presidente do TSE dá 24 horas à Meta para apresentar relatório técnico sobre canal ‘Exército do Lula’

Há 54 minutos

TST aumenta 6x a indenização para gestante obrigada a vomitar em lata de lixo

Há 58 minutos

Médico condenado por ofensas a colega em denúncia ao conselho deve pagar R$ 3 mil

Há 1 hora