Fachin cancela sessão do STF desta quinta-feira sem informar motivo – – –
Fachin adia julgamento sobre Mendonça até STF decidir quem comandará casos do Master – – –
Corregedoria vê intenção de matar e afasta legítima defesa de PM que atirou em mulher em SP – – –
e-Título passa a enviar alertas com orientações para as Eleições 2026 – – –
TJSC barra advogado autista para vaga de juiz leigo apesar de laudos de aptidão – – –
Mendonça responde a ofício de Gilmar Mendes e intensifica ambiente de tensão no STF – – –
STF inicia julgamento sobre unificação de prazos entre licenças-maternidade biológica e adotiva – – –
Fux impõe espera de até 45 dias e frustra plano de Celina para socorrer BRB antes das eleições – – –
STF: Gilmar Mendes reclama da postura de Fux na presidência da 2ª Turma e acentua a crise – – –
Pai de Daniel Vorcaro pede à Justiça revogação de prisão e que Fachin libere processo no STF – – –
soldado Yasmin em foto ao lado da vítima dela Thawanna

Corregedoria vê intenção de matar e afasta legítima defesa de PM que atirou em mulher em SP

Há 2 horas
Atualizado quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Da Redação

A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo concluiu que a soldado Yasmin Cursino Ferreira agiu com intenção de matar Thawanna da Silva Salmázio, de 31 anos, durante uma abordagem em Cidade Tiradentes, na zona leste da capital. O episódio ocorreu na madrugada de 3 de abril e terminou com a morte da mulher após um disparo efetuado pela policial.

De acordo com o relatório final da investigação administrativa, divulgado pela imprensa nesta semana, foram identificados indícios de homicídio doloso qualificado, além de possível crime militar e transgressão disciplinar. A Corregedoria também afirmou não ter encontrado elementos que sustentassem a versão de legítima defesa apresentada pela soldado.

A conclusão não representa condenação criminal. Paralelamente à apuração da PM, o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, mantém investigação sobre a morte. A Secretaria da Segurança Pública informou que o inquérito ainda está em andamento.

Câmera registrou abordagem

Thawanna caminhava com o companheiro, Luciano Gonçalves dos Santos, quando uma viatura ocupada por Yasmin e pelo policial Weden Silva Soares passou pelo casal. Imagens de câmera corporal analisadas na investigação mostram o retrovisor da viatura atingindo o braço de Luciano.

Depois do contato, houve uma discussão. As versões sobre o que aconteceu a partir daí são divergentes. Os policiais relataram que Thawanna teria agredido Yasmin e avançado contra ela. Luciano negou a agressão e sustentou que a mulher não representava ameaça aos agentes.

Yasmin efetuou um único disparo. Thawanna, que estava desarmada, foi atingida e morreu posteriormente no hospital. Segundo a Corregedoria, as provas reunidas não demonstraram uma situação de risco iminente que justificasse o emprego da força letal.

Corregedoria aponta homicídio doloso

A qualificação jurídica atribuída pela Corregedoria modifica o enfoque dado pela própria policial ao episódio. Em depoimento, Yasmin afirmou ter agido para se defender de uma agressão. O relatório final, no entanto, apontou elementos indicativos de dolo e afastou, no âmbito daquela investigação, a existência dos requisitos para legítima defesa.

A análise considerou depoimentos, perícias e registros em vídeo. A Folha de S.Paulo informou ainda que testemunhas relataram que a policial teria dado um chute em Thawanna antes do disparo. As imagens das câmeras corporais permanecem sob sigilo da Polícia Militar e da Secretaria da Segurança Pública.

Yasmin e o policial que estava com ela permanecem afastados das funções operacionais. Em abril, a Justiça já havia suspendido a soldado da função pública, proibido o porte de arma e determinado outras medidas cautelares, a pedido da Polícia Civil e com concordância do Ministério Público.

Defesa questiona relatório

A defesa de Yasmin contesta as conclusões. Em nota divulgada após o encerramento da apuração da Corregedoria, o advogado afirmou que o relatório tem caráter opinativo e teria sido elaborado sem participação efetiva da defesa e sem contraditório.

Os advogados também levantaram uma questão de competência. Sustentam que a Justiça Militar estadual não pode processar e julgar eventual crime doloso contra a vida cometido por policial militar contra uma vítima civil.

O relatório da Corregedoria foi encaminhado à Justiça Militar, mas isso não significa que um eventual homicídio doloso venha a ser julgado naquele ramo do Judiciário. A Constituição estabelece a competência do Tribunal do Júri para o julgamento dos crimes militares dolosos contra a vida de civil.

MP já arquivou resistência do marido

Outro desdobramento ocorreu na investigação inicialmente aberta contra Luciano. No registro da ocorrência, o companheiro de Thawanna chegou a ser apontado por resistência à atuação policial.

O Ministério Público de São Paulo pediu o arquivamento dessa apuração. Segundo manifestação da promotora Ana Luisa Toledo Barros, as imagens não demonstraram agressão ou ameaça de Luciano contra os policiais que permitisse responsabilizá-lo pelo crime de resistência.

Para o MP, o comportamento registrado nas imagens correspondia à reação do homem diante da abordagem e do disparo que atingiu a companheira. Enquanto essa frente foi encerrada, a apuração sobre a conduta dos policiais continua: a Corregedoria concluiu seu relatório, mas a investigação criminal conduzida pelo DHPP ainda não chegou ao fim.

Autor

Leia mais

plenário do STF vazio

Fachin cancela sessão do STF desta quinta-feira sem informar motivo

Há 51 minutos
Fachin com cara de raiva na sessão do STF

Fachin adia julgamento sobre Mendonça até STF decidir quem comandará casos do Master

Há 1 hora

e-Título passa a enviar alertas com orientações para as Eleições 2026

Há 2 horas

TJSC barra advogado autista para vaga de juiz leigo apesar de laudos de aptidão

Há 2 horas
Ministro André Mendonça, do STF

Mendonça responde a ofício de Gilmar Mendes e intensifica ambiente de tensão no STF

Há 3 horas

STF inicia julgamento sobre unificação de prazos entre licenças-maternidade biológica e adotiva

Há 3 horas