Da Redação
Os empregados da Caixa Econômica Federal decidem hoje sobre a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho apresentada pelo banco em votação eletrônica que encerra às 18h. A decisão pode pôr fim à greve iniciada em 10/09 -há onze dias, com os principais pontos de contenda envolvendo mudanças no plano de saúde, remuneração variável e benefícios adicionais para a categoria.
Saúde Caixa no centro da negociação
O Saúde Caixa permanece como principal questão em discussão entre a instituição e seus funcionários. A nova proposta estabelece contribuição dos titulares em 3,7% da remuneração-base a partir de 2027, limitando a cobrança do grupo familiar ao máximo de 9%.
A mensalidade para dependentes diretos foi fixada em R$ 560. Filhos entre 21 e 24 anos pagarão R$ 660, enquanto a faixa de 24 a 27 anos e pais remanescentes terá taxa de R$ 900.
Redução de custos em atendimentos
O banco reduziu a cobrança por consulta em pronto atendimento de R$ 150 para R$ 120. A isenção de coparticipação em atendimentos por telemedicina foi mantida conforme solicitado pela categoria.
Uma medida importante aprovada na negociação garante que cada Gerência de Pessoas e Representação Regional de Pessoas contará com ao menos um trabalhador dedicado exclusivamente ao plano de saúde. A reivindicação atende a exigência apresentada pelos funcionários.
Programa de remuneração com alterações
No programa de remuneração variável, a premiação inicial por habilitação subirá de 25% para 50% no segundo semestre deste ano. Outras mudanças incluem alterações nos critérios de avaliação e maior transparência nos painéis de resultados.
Os projetos Figital e Genesys continuarão em fase piloto durante 2026 sem penalizações. As regras para 2027 seguirão em discussão entre o banco e as entidades representativas antes da definição final.
Prêmio extraordinário mantido
A Caixa manteve a oferta de um prêmio extraordinário de R$ 3 mil por empregado. O pagamento está vinculado à superação de metas operacionais já atingidas pela instituição durante o corrente ano.
As entidades sindicais indicam que o texto proposto preserva as cláusulas dos acordos anteriores e da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria bancária. Se aprovada pela votação de hoje, a proposta encerra a paralisação nacional.
Contexto da mobilização
A paralisação foi deflagrada após mais de 90% das bases rejeitarem a oferta anterior, conforme informações da Contraf-CUT. A categoria bancária geral já assinou convenção com a Fenaban, prevendo aumento real de apenas 0,6% para dois anos consecutivos.
O impasse entre o banco e seus funcionários perdura há onze dias, gerando impacto nas operações da instituição. A votação eletrônica desta segunda-feira representa momento crucial para resolução do conflito trabalhista que mobilizou milhares de empregados em todo o território nacional.
Informações com agências de notícias.