Da Redação
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento do inquérito contra o youtuber Bruno Aiub Monteiro, mais conhecido como Monark, a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR). A investigação apurava uma suposta prática de crime de desobediência à decisão judicial pelo youtuber, no âmbito das investigações relacionadas aos atos de depredação de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
Em meio aos desdobramentos das eleições de 2022, Monark fez publicações em suas redes sociais questionando o processo eleitoral brasileiro. A partir disso, Moraes determinou, em junho daquele ano, o bloqueio dos perfis do influenciador em diversas redes sociais, como o Tik Tok, Youtube e Instagram, além da preservação integral do conteúdo publicado.
Descumprimento de medidas
O inquérito arquivado esta semana, por sua vez, foi iniciado após descumprimento das medidas cautelares determinadas pelo ministro do Supremo.
Na investigação, a Polícia Federal concluiu que o youtuber “de forma reiterada, profere declarações públicas nas quais questiona a lisura do processo eleitoral brasileiro, a confiabilidade das urnas eletrônicas, além da atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do próprio STF”.
Multa de R$ 300 mil
Na manifestação pelo arquivamento do inquérito, a PGR afirmou que houve “efetiva aplicação de multa diária pelo referido descumprimento”, uma vez que, em 2023, foi determinado pelo ministro Alexandre de Moraes que Monark pagasse uma multa de R$ 300 mil e que suas contas bancárias fossem bloqueadas.
A multa chegou a este montante pelo acúmulo dos valores determinados anteriormente, de R$ 10 mil por dia. Naquela época, o magistrado afirmou que, em depoimento à Polícia Federal, Monark fez questão de consignar, expressamente, seu intuito de desrespeitar a decisão judicial.
— Com Agências de Notícias