Justiça decreta prisão de deputado eleito em PE por suspeita de extorsão – – –
Governo cobra Meta por perfis derrubados nas eleições e ameaça abrir processo administrativo – – –
Simples Nacional 2027: empresas têm até hoje para corrigir pendências – – –
Petrobras faz a 3ª descoberta de petróleo na Foz do Amazonas – – –
Fachin devolve investigação do INSS a Mendonça e mantém caso Master sob sua guarda – – –
MPTCU pede investigação sobre falhas dos órgãos federais que possibilitaram saída de Flávio do país – – –
TST condena empresa a indenizar por assédio sexual a partir de depoimento de testemunha indireta – – –
Ministros do TST se manifestam contra empresários que cometeram assédio eleitoral – – –
TRF-1 autoriza Marcola, líder do PCC, a fazer avaliação psiquiátrica por vídeo com médico particular  – – –
STF suspende análise sobre menor tempo de contribuição para mulheres em previdência complementar – – –

Governo cobra Meta por perfis derrubados nas eleições e ameaça abrir processo administrativo

Há 47 minutos
Atualizado sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Da Redação

O governo federal cobrou explicações da Meta sobre a suspensão de perfis, remoção de publicações e restrições de conteúdo no Instagram e no Facebook durante as eleições de 2026. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, notificou a empresa em 23 de outubro, mas o prazo de dois dias corridos para resposta terminou sem manifestação da plataforma.


A cobrança foi motivada por denúncia da organização CTRL+Z, que aponta possíveis irregularidades nos procedimentos de moderação, incluindo bloqueios sem justificativa individualizada e dificuldades para contestar decisões. A Senacon informou que poderá instaurar processo administrativo caso identifique indícios de infração às normas de defesa do consumidor.


Governo exige dados sobre bloqueios e recursos


A Senacon quer saber quantas contas e publicações foram suspensas ou restringidas desde 16 de agosto, início da propaganda eleitoral. Também solicitou informações sobre o número de contestações apresentadas pelos usuários, o tempo médio de resposta e a quantidade de decisões revertidas.


A notificação exige esclarecimentos sobre os critérios utilizados na retirada de conteúdos e a estrutura das equipes responsáveis pela moderação no Brasil. A investigação busca verificar se os procedimentos adotados pela plataforma respeitam os direitos dos consumidores.


Entre os episódios denunciados está a suspensão do perfil do portal Revelando, em setembro, após a publicação de conteúdo sobre o Banco Master. A conta foi restabelecida horas depois, após uma revisão interna da Meta. Procurada pela imprensa, a empresa informou que não comentaria o caso.


MPF identificou mais de 206 mil bloqueios automáticos


A cobrança do governo ocorre paralelamente à investigação instaurada pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do Ministério Público Federal, em 14 de outubro. O procedimento administrativo nº 1.00.000.010190/2026-65 apura denúncias apresentadas por quatro organizações da sociedade civil, que reuniram mais de mil relatos de restrições nas redes sociais.


Em resposta ao MPF, a Meta informou ter bloqueado automaticamente 206.910 itens de conteúdo entre 1º e 5 de outubro, utilizando critérios relacionados ao silêncio eleitoral e à identificação de inteligência artificial em publicações políticas com rostos.


O MPF considerou as explicações genéricas e insuficientes. Segundo a Procuradoria, houve restrições sem fundamentação individualizada e enquadramentos indevidos em categorias graves, como terrorismo e exploração sexual infantil. Em 21 de outubro, o órgão recomendou medidas urgentes de transparência e revisão humana das decisões.


Meta também é alvo de ação judicial


Além da recomendação administrativa, o MPF ajuizou ação civil pública na Justiça Federal de Porto Alegre para combater bloqueios e restrições considerados arbitrários. O órgão defende que os usuários sejam informados sobre os motivos das suspensões e tenham acesso a mecanismos efetivos de contestação.


A recomendação determina prazo de 48 horas para a Meta informar se adotará as providências sugeridas, além de 30 dias para apresentar relatório conclusivo. Entre as medidas estão a revisão humana de decisões automatizadas, o restabelecimento de conteúdos removidos indevidamente e a realização de auditoria independente.


A PFDC fundamenta sua atuação na Constituição Federal, no Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014), no Código de Defesa do Consumidor e no Decreto nº 12.975/2026. O órgão destaca a proteção à liberdade de expressão, ao acesso à informação e à participação política.


ANPD investiga decisões automatizadas


A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) também instaurou procedimento administrativo para investigar possíveis violações aos direitos dos usuários. A fiscalização, registrada sob o nº 00261.006100/2026-16, examina os critérios de suspensão de contas, restrição de alcance e remoção de conteúdos.


A agência notificou a Meta em 19 de outubro, concedendo cinco dias úteis para esclarecimentos sobre os mecanismos automatizados de moderação, a comunicação das decisões e os procedimentos de revisão. Os questionamentos consideram obrigações previstas na Lei Geral de Proteção de Dados e no Marco Civil da Internet.


Os relatos com possíveis repercussões eleitorais foram encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo a ANPD, a análise das informações poderá resultar em novas medidas de fiscalização. A Senacon, por sua vez, ainda não havia anunciado a abertura de processo sancionador contra a Meta até a divulgação das informações nesta sexta-feira (30).

Autor

Leia mais

Justiça decreta prisão de deputado eleito em PE por suspeita de extorsão

Há 18 minutos

Simples Nacional 2027: empresas têm até hoje para corrigir pendências

Há 4 horas

Petrobras faz a 3ª descoberta de petróleo na Foz do Amazonas

Há 4 horas
Ministro Edson Fachin no plenário do STF

Fachin devolve investigação do INSS a Mendonça e mantém caso Master sob sua guarda

Há 6 horas
Senador Flávio Bolsonaro

MPTCU pede investigação sobre falhas dos órgãos federais que possibilitaram saída de Flávio do país

Há 17 horas
Ministro Evandro Valadão, durante sessão do TST

TST condena empresa a indenizar por assédio sexual a partir de depoimento de testemunha indireta

Há 17 horas