Da Redação
Os eleitores dos Estados Unidos escolhem nesta terça-feira (3) os novos integrantes da Câmara dos Representantes, um terço do Senado e governadores de 36 estados. O resultado das chamadas midterms vai mostrar se o presidente Donald Trump conseguirá manter a maioria do Partido Republicano nas duas Casas do Congresso durante a segunda metade de seu mandato. Antes mesmo da abertura das urnas, mais de 50 milhões de americanos já tinham votado de forma antecipada.
Embora o nome de Trump não apareça na cédula, a votação é vista como um teste para o governo. Tradicionalmente, as eleições realizadas no meio do mandato presidencial funcionam como uma espécie de avaliação da gestão de quem ocupa a Casa Branca.
As projeções mais recentes indicam o Partido Democrata, de oposição ao presidente, como favorito para conquistar a maioria na Câmara. No Senado, o cenário está mais indefinido, mas as pesquisas também mostram uma pequena vantagem para os democratas.
O que está em disputa
Ao todo, os americanos vão preencher três tipos de cargo. O primeiro grupo é formado pelas 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, que corresponde à Câmara dos Deputados no Brasil. Todas as vagas estão em jogo.
O segundo grupo reúne 35 das 100 cadeiras do Senado. Diferentemente da Câmara, o Senado não é renovado de uma só vez: a cada eleição, apenas parte das vagas é disputada. Por fim, 36 estados também escolhem seus governadores.
Os parlamentares eleitos agora tomam posse em janeiro de 2027 e vão atuar durante os dois últimos anos do governo Trump, cujo mandato termina em janeiro de 2029.
Por que a eleição se chama midterms
O termo em inglês significa, de forma literal, “meio do mandato”. A eleição recebe esse nome porque acontece exatamente na metade do período de quatro anos do presidente.
Trump assumiu o cargo em janeiro de 2025, junto com os deputados e senadores eleitos em 2024. Agora, em novembro de 2026, ele chega à metade do mandato. Ao mesmo tempo, os deputados eleitos em 2024 e os senadores escolhidos em 2020 se aproximam do fim de seus períodos.
A próxima eleição presidencial está marcada para 2028. Na mesma data, os americanos voltarão a renovar toda a Câmara e cerca de um terço do Senado.
Como está o Congresso hoje
Nas eleições de 2024, os republicanos conquistaram a maioria nas duas Casas. Atualmente, o partido de Trump ocupa 218 cadeiras na Câmara, contra 214 dos democratas. Há ainda um deputado independente e duas vagas abertas.
No Senado, a vantagem republicana também se mantém, com 53 dos 100 assentos. Com esse controle, o partido passou a definir quais projetos são votados e em que momento.
O que muda para Trump
A maioria no Congresso permitiu que o presidente aprovasse propostas importantes para o governo. Mesmo assim, a tarefa não foi simples: a vantagem republicana é estreita, e alguns parlamentares do próprio partido votaram contra o presidente em determinadas ocasiões.
Se os republicanos perderem a Câmara, o Senado ou as duas Casas, Trump pode ter mais dificuldade para aprovar seus projetos. Além disso, uma maioria de oposição teria mais força para barrar ações do governo.