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Assessor de Daniel Vorcário, mais conhecido como Sicário, em protocolo de morte cerebral

Assessor de Vorcaro, Luiz Pillipi Mourão, segue em protocolo de morte cerebral

Há 8 meses
Atualizado quinta-feira, 5 de março de 2026

Da Redação

O investigado Luiz Phillipi Mourão, conhecido como sicário (matador de aluguel) de Daniel Vorcaro, preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF) — e tido como um dos principais assessores do ex-banqueiro — está em protocolo de morte cerebral desde a noite desta quarta-feira (04/03), em Belo Horizonte (MG).

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, Luiz Philipi segue em cuidados no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital João XXIII. Na manhã de ontem, ele foi levado para a carceragem da corporação após o cumprimento do mandado de prisão emitido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Monitoramento de informações

Segundo a PF, o investigado atentou contra a própria vida e foi reanimado pelos policiais responsáveis pela custódia. Em seguida, ele recebeu atendimento médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhado para um hospital da capital mineira. 

De acordo com as investigações da PF, Luiz Phillipi Mourão atuava como ajudante de Vorcaro, que também foi preso na manhã de hoje. Mourão era responsável pelo monitoramento e obtenção de informações sigilosas de pessoas consideradas adversárias dos interesses do banqueiro dentre outras tarefas.

Investigação interna será aberta

A defesa de Mourão disse em nota que “esteve pessoalmente com ele durante o dia, até por volta das 14h, quando se encontrava em plena integridade física e mental. A informação sobre o incidente de supostamente ter atentado contra a vida foi conhecida após a nota de esclarecimento emitida pela Polícia Federal. 

Uma investigação interna será aberta pela Polícia Federal para apurar o caso e vídeos que mostram a dinâmica do que aconteceu serão entregues ao gabinete do ministro André Mendonça, relator da Pet 15556 no Supremo Tribunal Federal (STF). A PF disse que policiais iniciaram procedimento de reanimação e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que encaminhou Mourão para o hospital.

Papel central na organização criminosa

As investigações apontam que Mourão tinha papel central na organização criminosa e executava ordens de monitoramento de alvos, extração ilegal de dados em sistemas sigilosos e ações de intimidação física e moral. Conversas obtidas pela Polícia Federal mostram o banqueiro Vorcaro dano ordem para levantar dados de uma empregada, intimidar funcionários e planejar agressão ao jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Em outro momento das mensagens apuradas, Vorcaro relata estar sendo ameaçado por uma empregada e ordena que Mourão obtenha seu endereço e demais dados. “Empregada Monique me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda”,  afirmou o empresário. Mourão, então, pergunta o que deveria ser feito. Vorcaro responde: “Puxa endereço tudo”.

Dinâmica de trabalhos violentos

A investigação da Polícia Federal apontou, conforme ressaltou o relatório já divulgado, “uma dinâmica violenta evidenciada pelas conversas entre Vorcaro e Mourão”. Segundo o relatório, a relação entre os dois indica que Mourão atuaria como ‘”longa manus” (expressão do contexto jurídico que indica um agente que atua em nome de outro) das práticas violentas atribuídas à organização.

O relatório fala, ainda, da existência de fortes indícios de que Mourão recebia a quantia de 1 milhão de reais por mês de Vorcaro como remuneração pelos “serviços ilícitos”.

— Com Agências de Notícias

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