Da Redação
A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão imediata da transferência dos direitos de ocupação de um imóvel da União na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), à WT Administração de Imóveis e Bens S/A, dirigida pelo advogado Willer Tomaz.
O pedido, apresentado pelo líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), e o vice-líder do governo na Casa, deputado Rogério Correia (PT-MG), foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes nesta quarta-feira (21/10), no âmbito do inquérito que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o deputado Willer Tomaz.
Disputa judicial por imóvel
A solicitação do partido ocorre em meio a uma disputa judicial entre o jogador de futebol e atacante Richarlison e o advogado Willer Tomaz pela posse de uma mansão na Ilha Comprida. A disputa começou em 2020, quando uma empresa ligada ao jogador adquiriu direitos de ocupação do imóvel. Posteriormente, a posse passou para uma empresa ligada ao advogado.
Nesta quarta-feira, Richarlison publicou um vídeo nas suas redes sociais em que apresenta documentos comprovando a compra da ilha em Angra dos Reis. A publicação do jogador foi uma resposta a Willer, que publicou no último domingo (18/10) que, caso os documentos fossem apresentados, transferiria os direitos sobre o imóvel ao jogador.
Irregularidades em processo
Na petição, os deputados apontam irregularidades no processo conduzido pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU).
Eles indicam que um dos pedidos à União foi apresentado 10 dias depois de a venda a Willer ter sido efetuada e foi deferido em cerca de dois meses, sem parecer, nem decisão motivada e nem tampouco caracterização do imóvel. Já o requerimento da empresa que ocupava o lugar, permaneceu sem solução por anos.
Origem dos recursos
No documento, os deputados também pedem esclarecimentos sobre a origem dos recursos, a participação da empresa na operação, uma eventual influência política junto à SPU e a atuação dos servidores responsáveis pelo processo.
Os parlamentares pediram, ainda, a oitiva, como testemunhas, de Alencar da Silveira Júnior, do jogador Richarlison, de servidores públicos e de pessoas ligadas às empresas envolvidas.
— Com Agências de Notícias