Lula aceita 19 condições de Flávio para abertura de sigilos e cobra reciprocidade – – –
STF decide que imunidade de ITBI na integralização de capital vale para empresas imobiliárias – – –
Bancada do PT na Câmara pede ao STF suspensão da transferência da ilha de Richarlison a advogado Willer Tomaz – – –
STF confirma exclusão do ISS da base de cálculo do PIS e da Cofins – – –
MPSP pede à Justiça condenação de Eduarda Campopiano por crime de transfobia contra Erika Hilton – – –
Depois do TSE e da ANPD, ONU também se posiciona sobre atuação da Meta nas eleições brasileiras – – –
Possibilidade de TSE suspender canais políticos de WhatsApp causa polêmica e tumultua a Corte – – –
Lula sanciona lei que perdoa dívidas do MEI e amplia teto de faturamento para R$ 140 mil – – –
Feminicídio em Cuiabá: marido que simulou sequestro da esposa é condenado a 31 anos – – –
TST mantém condenação de Shopping em João Pessoa (PB) a pagar R$ 5 milhões por acidentes e mortes – – –
Logomarca da empresa Meta

Depois do TSE e da ANPD, ONU também se posiciona sobre atuação da Meta nas eleições brasileiras

Há 1 hora
Atualizado quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Da Redação

Relatores especiais da Organização das Nações Unidas (ONU) se manifestaram nesta quarta-feira (21/10) para expressar, oficialmente,  preocupação com a atuação da Meta — detentora do Facebook, Instagram e WhattsApp — nas eleições brasileiras. 

Tais especialistas ressaltaram que as restrições seletivas que têm sido denunciadas podem afetar o acesso à informação, a liberdade de reunião pacífica e de associação, além de comprometer as eleições. 

No documento, especialistas independentes da ONU insistiram que a Meta avalie se seus sistemas de moderação, recomendação e inteligência artificial restringiram de forma desproporcional um dos lados do debate eleitoral brasileiro.

Explicações e mecanismos de reparação

Além disso, pediram que a empresa “forneça explicações e mecanismos de reparação adequados, aplique as regras de forma consistente e sem discriminação, mantenha um diálogo transparente e garanta que reclamações possam ser tratadas durante o período eleitoral”.

Os relatores apontaram que as plataformas on-line são fundamentais no debate democrático e que aplicar restrições sem explicações pode significar “perda de voz no debate público e da capacidade de mobilizar comunidades”. Eles defenderam que “eleições justas dependem de plataformas independentes e consistentes, que os algoritmos não funcionem como árbitros da política e que as plataformas expliquem suas decisões de restrição”.

Árbitros invisíveis de discussão

“Algoritmos, sistemas de IA e decisões de moderação de conteúdo não devem se tornar árbitros invisíveis da discussão política. Quando a expressão política parecer estar sendo restringida de maneira desproporcional, as plataformas devem explicar o motivo, corrigir impactos desiguais e garantir recursos efetivos”, escreveram.

No mesmo texto, os especialistas da ONU também alertaram que “durante as eleições, recursos tardios podem ter consequências irreversíveis”. “A liberdade de expressão e a integridade da informação devem, portanto, caminhar juntas. Medidas contra a desinformação não devem restringir arbitrariamente a expressão política legítima”.

E destacaram que informações, inclusive de funcionários da Meta, sugerem que contas vinculadas a um dos lados da disputa presidencial foram afetadas de forma desproporcional. “Relatórios de monitoramento mostram que milhares de contas e publicações enfrentaram suspensões, redução de visibilidade e limitações de compartilhamento”, explicaram. 

Princípios orientadores da ONU

Os relatores ainda defendem que as plataformas estejam em conformidade com os Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos. “Os processos eleitorais dependem de um debate aberto e dinâmico, exigindo que os juízes exerçam cautela especial ao considerar tais medidas. Até mesmo a percepção de tratamento desigual pode corroer a confiança pública”, enfatizaram, no documento.

O texto é endossado, dentre outros, pelos especialistas Leopoldo Maldonado Gutiérrez; Margaret Satterthwaite; Gina Romero; Andrea Bolaños Vargas; Robert McCorquodale; Fernanda Hopenhaym; Lyra Jakuleviien; Pichamon Yeophantong; e Damilola Olawuyi.

— Com Agências de Notícias

Autor

Leia mais

Presidente Lula (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL)

Lula aceita 19 condições de Flávio para abertura de sigilos e cobra reciprocidade

Há 12 minutos

STF decide que imunidade de ITBI na integralização de capital vale para empresas imobiliárias

Há 15 minutos
Vista aérea de Angra dos Reis (RJ)

Bancada do PT na Câmara pede ao STF suspensão da transferência da ilha de Richarlison a advogado Willer Tomaz

Há 59 minutos

STF confirma exclusão do ISS da base de cálculo do PIS e da Cofins

Há 1 hora
Deputada estadual eleita por SP Eduarda Campopiano

MPSP pede à Justiça condenação de Eduarda Campopiano por crime de transfobia contra Erika Hilton

Há 1 hora

Possibilidade de TSE suspender canais políticos de WhatsApp causa polêmica e tumultua a Corte

Há 3 horas