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Ministro Edson Fachin, presidente do STF e do CNJ

Ministro Fachin diz que grupo criado para disciplinar remuneração dos juízes consiste em “agenda de Estado”

Há 5 meses
Atualizado terça-feira, 9 de junho de 2026

Da Redação

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (09/06), durante a abertura da sessão do CNJ, que o momento exige avanço, por parte do Judiciário, para que haja disciplina de caráter legislativo, uniforme e compatível com os parâmetros constitucionais. 

A fala de Fachin está relacionada ao grupo criado por ele recentemente, com o objetivo de fazer estudos sobre propostas legislativas voltadas para a remuneração da magistratura e seus reflexos no aperfeiçoamento do sistema remuneratório do serviço público nacional.

Subsídios qualificados

Segundo o magistrado, a expectativa é que o grupo produza subsídios qualificados para construção de soluções “duradouras” sobre o tema. A iniciativa foi formalizada por meio da  Portaria n. 244/2026, do CNJ. Fachin também enfatizou que a iniciativa integra uma “agenda de Estado”, voltada para “o fortalecimento da confiança da sociedade nas instituições públicas”.

O grupo terá caráter colaborativo e contará com representantes de outros poderes, órgãos constitucionais autônomos, instituições acadêmicas, associações, entidades da sociedade civil e especialistas na matéria. “Almeja-se, assim, o intercâmbio qualificado em torno dos amplos desafios que marcam a temática da governança remuneratória do Estado brasileiro”, ressaltou o presidente do CNJ e do STJ. 

Avaliação do Judiciário

Ao comentar a iniciativa, o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, também afirmou que a medida responde à demanda coletiva por mais transparência, “para que sempre se avalie o Judiciário Nacional à altura do serviço que prestamos à sociedade brasileira”. 

Na última sessão ordinária, realizada no dia 26, mediante outra proposta do ministro Edson Fachin, o CNJ aprovou a implantação de um contracheque único para magistrados e magistradas de todos os tribunais do país. A medida, que deve ser implantada até o fim de julho, visa dar mais transparência à remuneração do Poder Judiciário, uma das prioridades da atual gestão do Conselho Nacional de Justiça.

— Com informações do CNJ

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