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Fachin e Galípolo assinam portaria para rastrear precatórios

Há 3 meses
Atualizado terça-feira, 11 de agosto de 2026

Da redação

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, e o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, assinam nesta quarta-feira (12) uma portaria conjunta que cria um grupo executivo interinstitucional. O objetivo é desenvolver as bases de um sistema nacional de registro e rastreamento das transferências de créditos de precatórios.

A cerimônia de assinatura ocorreu às 11h, no STF, em Brasília. A iniciativa pretende dar mais segurança, transparência e controle às negociações de créditos de precatórios, permitindo acompanhar a transferência de titularidade desses créditos desde a negociação até o pagamento.

Estrutura e funcionamento do sistema

O grupo executivo criado pela portaria conjunta ficará responsável pela estruturação normativa, tecnológica e operacional do novo sistema. A proposta é integrar informações provenientes de tribunais, cartórios e entidades autorizadas, o que deve facilitar a identificação de quem é o titular de determinado crédito, além do histórico completo das transferências realizadas ao longo do processo.

Com o compartilhamento e a integração dessas informações entre as diferentes instituições, a iniciativa busca reduzir o risco de fraudes, inconsistências e registros duplicados nas operações envolvendo precatórios. A expectativa é que o novo sistema aumente a segurança jurídica para credores, investidores e demais participantes desse mercado.

Presença institucional no evento

A juíza auxiliar da Presidência do CNJ, Paula Navarro, estará presente à cerimônia de assinatura e poderá atender a imprensa no local. A parceria entre CNJ e Banco Central reflete o esforço conjunto de órgãos do Judiciário e do sistema financeiro para aprimorar o controle sobre as negociações de créditos públicos.

O tema dos precatórios tem ganhado destaque recente em discussões sobre reformas no Judiciário, especialmente quanto ao uso indevido desses créditos para a prática de fraudes e outros ilícitos financeiros.

*Com informações do STF

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