Da Redação
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), presidenciável derrotado nas últimas eleições, que fugiu do país na última semana, solicitou por meio dos seus advogados, a revogação da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida no dia 25 de outubro, de que ele entregasse seus passaportes.
Na decisão, Moraes também o proibiu de deixar o país e de manter contato com o advogado Willer Tomaz, que está sendo investigado pela Polícia Federal. Flávio descumpriu a ordem de Moraes na última quarta-feira (28/10), ao viajar para os Estados Unidos após fazer paradas na Argentina e no Equador, com a esposa e as filhas.
Lavagem de dinheiro e bets
Willer Tomaz é investigado por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e a utilização de casa de apostas em suposto esquema de bets e tem muita proximidade com o senador. O caso, que começou a tramitar na primeira instância da Justiça Federal no Rio Grande do Sul, foi levado ao STF após o nome de Flávio aparecer nas apurações da PF.
Flávio Bolsonaro também é formalmente investigado em inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os advogados do senador pediram ainda que a investigação que tem ele e Willer Tomaz como alvos, saia das mãos de Moraes e seja redistribuída ao ministro André Mendonça.
Operação Sem Desconto
O argumento da defesa é que a estrutura atribuída a Willer Tomaz, a hipótese de lavagem de dinheiro e a eventual prática do crime de organização criminosa já são objeto de outra investigação no âmbito da ‘Operação Sem Desconto’, que apura um esquema de fraudes no INSS, sob relatoria de Mendonça. A defesa solicitou também que Moraes seja declarado impedido para conduzir a investigação, ou alternativamente, ou seja declarado suspeito para continuar à frente do caso.
Segundo o documento dos advogados de Flávio, “Moraes não pode atuar em investigação que tem a Fraction 024 como parte de apuração em virtude de aparentes vínculos objetivos, documentados e públicos, entre a empresa, o escritório de advocacia de sua esposa Viviane Barci de Moraes e o próprio ministro”. Isto porque a Fraction 024 é uma empresa que tinha contrato de 10 anos de gestão com a Prime Aviation, ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
— Com Agências de Notícias