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Justiça de SP emite novo mandado de prisão contra homem considerado maior litigante do país

Há 3 semanas
Atualizado terça-feira, 15 de setembro de 2026

Da Redação

A Justiça de São Paulo emitiu um novo mandado de prisão preventiva contra Luiz Eduardo Bottura, que é considerado o maior litigante individual do país e está foragido na Itália, onde aguarda análise de pedido de extradição. A decisão foi proferida pelo juiz Gustavo Comin Otaviano, da 21ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

O juiz determinou que, depois da formalidade de registro de prisão, a autoridade policial deverá comunicar o cumprimento do mandado imediatamente para fins de audiência de custódia. 

Disponível no banco de dados do CNJ

O processo corre em segredo de justiça, mas o documento está disponível no Banco Nacional de Medidas penais e Prisões (BNMP) do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) — portal que reúne dados sobre pessoas presas, procuradas e submetidas a medidas penais.

Bottura acumula cerca de 300 condenações por litigância de má-fé. Ele teve prisão preventiva decretada no final de 2024 por crimes como associação criminosa e falsificação de documentos públicos. Acumula um longo histórico de acusações de fraude no sistema Judiciário. 

Alerta vermelho da Interpol

O condenado está na Europa desde janeiro do ano passado e chegou a ser detido pelas autoridades italianas em abril de 2025 em razão de um alerta vermelho da Interpol. Em março deste ano, foi localizado por uma emissora de TV vivendo uma rotina de luxo naquele país. 

Na ocasião ele negou as acusações e disse que as denúncias tomaram como base depoimentos falsos, mesmo tendo um currículo de cerca de 300 condenações.

Documentos falsos e fraudes

Um dos casos mais emblemáticos nos quais ele se envolveu foi no resultado de uma investigação da Polícia Civil de São Paulo, realizada em 2022, que concluiu que ele deu causa a aproximadamente três mil ações infundadas, com a utilização de documentos falsos e chancelados por agentes públicos dotados de fé pública. 

Algumas dessas pessoas, foram induzidos a erro. Outras, foram outros cooptadas, utilizando-se do Poder Judiciário de maneira indevida para obter vantagem econômica.

— Com Agências de Notícias

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