STM mantém condenação de cabo do Exército por apresentação de documentos falsos – – –
Três vezes Scorsese – – –
Nova resolução do CNJ permite ao órgão monitorar ordens de bloqueio de créditos – – –
Regime prisional não retroage para desconstituir tempo de pena em regime aberto, decide TJSP – – –
Defesa diz que 657 arquivos do celular de Vorcaro foram modificados após apreensão pela PF – – –
Juiz que beneficiou réu do 8 de Janeiro escapa de inquérito no STF, mas segue sob análise do CNJ – – –
Certidões de óbito de pessoas mortas por policiais terão de detalhar contexto, além da causa médica – – –
TSE pede para Congresso incluir na Lei da Ficha Limpa inelegibilidade de quem comete violência doméstica – – –
STJ nega novo recurso apresentado pela defesa do ex-jogador Robinho, que cumpre pena em Limeira (SP) – – –
Ministro Alexandre de Moraes, do STF, determina arquivamento de inquérito contra youtuber Monark – – –

Justiça terá resposta mais rápida em desastres ambientais com prioridade para os mais vulneráveis

Há 1 ano
Atualizado segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Da Redação

O Conselho Nacional de Justiça publica novo protocolo  que garante atendimento prioritário a populações vulneráveis em situações de enchentes, secas e outros desastres. A medida pretende evitar que vítimas fiquem sem assistência judicial quando mais precisam.

A Resolução n. 646/2025 estabelece regras claras para que tribunais de todo o país respondam de forma rápida e organizada a crises como enchentes, deslizamentos e secas extremas. Na prática, o protocolo significa que pessoas afetadas por desastres terão prioridade no acesso à Justiça.

O foco principal da medida é a proteção de quem mais sofre nessas situações: povos indígenas, comunidades tradicionais, idosos, pessoas com deficiência, mulheres vítimas de violência, crianças e adolescentes, população LGBTQIAPN+ e pessoas em situação de rua.

“O protocolo fortalece a capacidade do Judiciário de dar respostas rápidas, efetivas e coordenadas em situações de crise socioambiental, colocando, no centro, a defesa dos direitos humanos e a proteção de grupos vulnerabilizados”, afirmou o conselheiro Pablo Coutinho, que coordenou o comitê de apoio ao Judiciário gaúcho durante as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul entre abril e maio de 2024.

Como vai funcionar

Os tribunais deverão criar comissões ou núcleos especializados para acompanhar processos relacionados a crises ambientais. Essas equipes vão monitorar casos e adotar planos de ação específicos para cada situação.

O protocolo organiza as medidas em três fases. A primeira é a prevenção e preparação, quando os tribunais se estruturam antes das crises. A segunda é a resposta emergencial, com ações imediatas durante os desastres. A terceira fase cuida da continuidade dos serviços judiciais e da recuperação após a crise.

Trabalho em rede

A nova regra também define como o Judiciário vai trabalhar junto com outros órgãos. Estão previstos fluxos de articulação com a Defesa Civil, Defensorias Públicas, Ministérios Públicos, OAB e demais instituições do Sistema de Justiça.

Ao CNJ caberá apoiar tecnicamente os tribunais, promover capacitação de servidores e coordenar a criação de um banco de dados nacional sobre crises socioambientais. Esse banco permitirá mapear os problemas e melhorar o atendimento em futuras emergências.

Experiência do RS

As orientações se baseiam em estudos técnicos realizados pelo Programa Justiça Plural, parceria do CNJ com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Um dos subsídios foi uma pesquisa sobre o impacto das enchentes no acesso à justiça no Rio Grande do Sul, feita em parceria com o Instituto Cíclica.

O Programa Justiça Plural busca fortalecer as capacidades do Poder Judiciário na promoção dos direitos humanos e socioambientais e na ampliação do acesso à Justiça por populações em situação de vulnerabilidade.

Autor

Leia mais

Cabos do Exército durante desfile

STM mantém condenação de cabo do Exército por apresentação de documentos falsos

Há 22 horas

Três vezes Scorsese

Há 23 horas
Edifício-sede do CNJ em Brasília

Nova resolução do CNJ permite ao órgão monitorar ordens de bloqueio de créditos

Há 23 horas
Sede do TJSP

Regime prisional não retroage para desconstituir tempo de pena em regime aberto, decide TJSP

Há 24 horas

Defesa diz que 657 arquivos do celular de Vorcaro foram modificados após apreensão pela PF

Há 1 dia
Homem depredando relógio histórico no Palácio do Planalto em 8/1/23

Juiz que beneficiou réu do 8 de Janeiro escapa de inquérito no STF, mas segue sob análise do CNJ

Há 1 dia