Da Redação
Ao responder a esclarecimentos solicitados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a empresa Meta, responsável pelo Facebook e pelo WhatsApp, informou nesta terça-feira (13/10) que removeu sete perfis irregulares. Argumentou, também, que o bloqueio indevido observado em anúncios da campanha de Lula e o erro na contagem de visualizações em posts da campanha foram provenientes de falhas em seus sistemas.
No documento encaminhado ao TSE, a empresa repudiou categoricamente qualquer suspeita de manipulação para favorecer candidaturas, conforme tinha sido denunciado pela campanha do presidente Lula (PT). E informou, em relação à desativação indevida da conta de anúncios da campanha de Lula, em 23 de setembro, que o fato ocorreu devido à suspeita de simulação de um programa social do governo, tendo essa “suspensão temporária”, durado pouco mais de uma hora.
Problema em 100 países
Segundo os esclarecimentos da Meta, encaminhados ao ministro Marco Aurélio Bellizze, a falha técnica na contagem de visualizações dos reels do Instagram, em 7 de outubro, não ocorreu apenas no Brasil e sim, consistiu em “erro técnico global na exibição da métrica, que afetou criadores em mais de 100 países”.
A coligação de partidos que apoia o presidente Lula tinha levado à Justiça informações sobre uma suposta rede de 255 contas associadas à disseminação de conteúdos e práticas de desinformação. Em resposta, a Meta afirmou ter analisado 35 perfis identificáveis no material citado na ação e informou ter desativado sete deles, sendo seis por reincidência em violações e um por identidade enganosa.
Dúvidas sobre impacto na eleição
Em um vídeo publicado nas redes sociais, o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou que a Meta não esclareceu quantas contas irregulares permanecem ativas, nem se essas falhas técnicas criam desequilíbrio na disputa eleitoral. O mesmo entendimento foi reiterado, logo depois, por advogados eleitorais.
Especialistas qualificaram as respostas como “opacas” e imbuídas de “falta de transparência na gestão destas redes”. O que, de acordo com Valadares, “segue como uma falta da empresa e como um desafio para a Justiça Eleitoral e a sociedade brasileira como um todo”. Ainda não houve decisão por parte do TSE a respeito do caso.
— Com Agências de Notícias