Da Redação
A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira (14/09), a terceira fase da Operação Transparência, que investiga um grupo suspeito de cobrar dinheiro de terceiros com a promessa de interferir em processos judiciais em andamento. A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e cumpre quatro mandados de busca e apreensão em endereços no Distrito Federal e em São Paulo.
Os investigadores apuram possíveis crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Deputado Cezinha de Madureira
Conforme informações divulgadas por agentes da PF, um dos alvos da investigação é o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) e a esposa dele, Valéria Linhares. Os mandados foram expedidos pelo Supremo e fazem parte do avanço de uma apuração iniciada em dezembro de 2025. A investigação começou a partir de suspeitas de irregularidades no direcionamento de emendas parlamentares.
Segundo as suspeitas que estão sendo investigadas, integrantes do grupo teriam cobrado valores expressivos sob a alegação de que poderiam exercer influência sobre decisões relacionadas a processos judiciais que ainda estavam em andamento.
Proximidade com ministro
De acordo com informações da corporação divulgadas até agora, não foram encontrados indícios de envolvimento de integrantes do Poder Judiciário nos crimes apurados.
Cezinha é considerado, no Congresso Nacional, um dos parlamentares mais próximos do ministro do STF André Mendonça. Ele foi um dos principais articuladores da aprovação do nome de Mendonça no Senado, quando o ministro foi indicado ao Supremo pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL).
O parlamentar é da igreja Assembleia de Deus Madureira, uma das mais influentes do país. Antes de ir para o PL, ele foi filiado ao PSD de Gilberto Kassab, sigla pela qual se elegeu para a Câmara em 2022.
— Com Agências de Notícias