Da Redação
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, falando na condição institucional de chefe do Executivo do país, cobrou do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que “tente resolver o quanto antes” a crise observada na Corte.
O pedido de Lula foi feito nesta quarta-feira (16/09), cerca de 12 horas após o fim da sessão que não teve resultado definido e só mostrou um monte de embates entre os integrantes do colegiado do Supremo.
Impacto sobre processo eleitoral
O presidente ressaltou que “a sociedade não pode ficar atônita, assistindo a esse denuncismo todo santo dia”. E destacou que Fachin tem “a responsabilidade de não permitir que isso atrapalhe o processo eleitoral, porque as pessoas que criaram o Banco Master foram eles”.
A fala do presidente sobre o tema se deu durante entrevista ao programa Desce a Letra Show, no YouTube. O chefe do Executivo ainda declarou que “a crise é prejudicial para toda a República”. E afirmou que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, “envolveu todo mundo”.
Ele também chamou o banqueiro de “mafioso” e defendeu uma investigação minuciosa para identificar a responsabilidade de todos os envolvidos.
“Envolveu todo mundo”
“Acho que o que está acontecendo na Suprema Corte não é uma coisa boa, porque significa que aquele mafioso chamado Vorcaro envolveu todo mundo”, avaliou. “Agora, a gente vai saber quem é que estava com mulher, quem é que fez suruba, é uma orgia pura. Está todo mundo na expectativa: por que esses caras fizeram tudo isso?”
De acordo com o presidente, é importante que tudo comece a aparecer a partir de agora “para que possamos limpar este país”. “A Suprema Corte não pode ter a sua vida manchada”, acrescentou Lula.
Pedido de vista
No momento, o STF aguarda pedido de vista feito pelo ministro Flávio Dino ao final da sessão de ontem, que durou seis horas e meia, para evitar confrontos entre os ministros.
O colegiado discute se deve decidir se abre ou não investigação sobre a conduta do ministro Alexandre de Moraes em conjunto com a petição que pede investigação sobre a conduta do ministro André Mendonça ou se cada um dos julgamentos será realizado de forma separada. Os dois casos estão relacionados ao processo sobre Daniel Vorcaro.
Como ficou o placar de votos
Conforme o julgamento, se posicionaram para que sejam sessões separadas os ministros Fachin, Luiz Fux, André Mendonça e Cármen Lúcia.
E para que as sessões aconteçam conjuntamente votaram os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin Martins. Dino, que inicialmente tinha votado também pela sessão conjunta, pediu vista e seu voto deixou de ser considerado. Já os ministros Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques declararam-se impedidos de votar.
— Com Agências de Notícias