Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos – – –
Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima – – –
Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE – – –
STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo – – –
TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes – – –
Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos – – –
TSE informa, em nota, que não determinará a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar – – –
Propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV termina nesta sexta-feira (23) – – –
TRF3 e Mackenzie lançam plataforma para localizar intérpretes forenses – – –
Congressistas dos EUA querem reunião hoje com Meta para cobrar explicações sobre eleições no Brasil – – –

STF julga nesta quarta-feira validade de mudanças na Lei de Improbidade Administrativa

Há 5 meses
Atualizado quarta-feira, 27 de maio de 2026

Da redação

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (27) o julgamento de uma série de ações que contestam alterações promovidas pela Lei 14.230/2021 na Lei de Improbidade Administrativa. Em pauta, quatro processos de relatoria dos ministros André Mendonça, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli concentram os principais debates sobre os limites do combate à corrupção no país.

O conjunto de ações questiona mudanças que, na prática, tornaram mais difícil a responsabilização de agentes públicos por desvios de conduta. Entre os pontos centrais em disputa estão a exigência de dolo — ou seja, a intenção deliberada de agir de forma ilegal — para configurar improbidade, a redução do leque de condutas passíveis de sanção, o abrandamento das penalidades e a diminuição dos prazos prescricionais para abertura de processos.

Quatro processos, um mesmo núcleo

A primeira das ações em pauta é a ADI 7156, de relatoria do ministro André Mendonça, proposta pela Confederação Nacional dos Servidores e Funcionários Públicos das Fundações, Autarquias e Prefeituras Municipais contra o Presidente da República e o Congresso Nacional. A entidade contesta dispositivos que, segundo ela, enfraqueceram os mecanismos de controle da administração pública ao limitar o alcance da lei.

Na mesma sessão, o colegiado deve analisar o referendo de medida cautelar na ADI ADI 7236, relatada pelo ministro Alexandre de Moraes, ajuizada pela Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp). A medida cautelar já havia sido deferida pelo relator para suspender trechos que flexibilizavam regras sobre perda de função pública, suspensão de direitos políticos e apuração do valor do dano a ser ressarcido — este último condicionado à manifestação prévia do Tribunal de Contas competente.

Também será apreciada a ADI 6678, do mesmo relator André Mendonça, proposta pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). O processo discute especificamente a validade da penalidade de suspensão de direitos políticos para atos de improbidade culposa — aqueles praticados sem intenção, mas com negligência ou imprudência — que causem prejuízo ao erário. Em outubro de 2021, o então relator, ministro Gilmar Mendes, havia deferido liminar para afastar a penalidade.

O debate sobre dolo e modalidade culposa

O quarto processo em pauta, o Recurso Extraordinário (RE) 656558, traz os embargos de declaração apresentados pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, pelo Conselho Federal da OAB e pela União. Os embargos questionam decisão anterior do próprio Plenário do STF, que fixou a necessidade de dolo para caracterizar improbidade administrativa — declarando, como consequência, a inconstitucionalidade da modalidade culposa do ato de improbidade.

A exigência de dolo, critica o Ministério Público, cria um padrão probatório elevado e favorece a impunidade, tornando quase impossível responsabilizar gestores que causem dano ao patrimônio público por descaso ou negligência grave. A relatoria do RE 656558 está a cargo do ministro Dias Toffoli, que deverá apresentar voto sobre o alcance e os efeitos da decisão anterior da Corte, respondendo aos pontos levantados nos embargos pelas três entidades.

Pauta ampla inclui Lei Maria da Penha e creches em shoppings

Além dos processos sobre improbidade, a sessão plenária desta quarta-feira inclui outros temas. Um deles é o Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 1537713, sob relatoria do ministro Edson Fachin, no qual o Ministério Público de Minas Gerais pede que a Lei Maria da Penha seja aplicada em casos de violência contra a mulher mesmo quando não há vínculo familiar ou afetivo entre vítima e agressor — uma ampliação que pode beneficiar mulheres agredidas por desconhecidos em contextos públicos.

Também está previsto o julgamento do ARE 1562586, relatado pelo ministro Gilmar Mendes, que trata da responsabilidade pela construção de creches para funcionárias em período de amamentação. O processo discute se a obrigação recai sobre os shoppings centers ou sobre os lojistas, após entendimentos divergentes entre a Primeira e a Segunda Turmas do STF sobre decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

O caso foi levado ao Plenário após pedido de destaque do ministro Flávio Dino em sessão virtual, o que exige que o julgamento seja retomado do zero, com votos presenciais de todos os ministros

Autor

Leia mais

Ministro André Mendonça, do TSE

Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos

Há 2 dias
Ministro Gilmar Mendes, do STF

Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima

Há 2 dias

Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE

Há 2 dias

STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo

Há 2 dias
Trecho da construção da Ferrovia Transnordestina

TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes

Há 2 dias

Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos

Há 2 dias