STM mantém condenação de cabo do Exército por apresentação de documentos falsos – – –
Três vezes Scorsese – – –
Nova resolução do CNJ permite ao órgão monitorar ordens de bloqueio de créditos – – –
Regime prisional não retroage para desconstituir tempo de pena em regime aberto, decide TJSP – – –
Defesa diz que 657 arquivos do celular de Vorcaro foram modificados após apreensão pela PF – – –
Juiz que beneficiou réu do 8 de Janeiro escapa de inquérito no STF, mas segue sob análise do CNJ – – –
Certidões de óbito de pessoas mortas por policiais terão de detalhar contexto, além da causa médica – – –
TSE pede para Congresso incluir na Lei da Ficha Limpa inelegibilidade de quem comete violência doméstica – – –
STJ nega novo recurso apresentado pela defesa do ex-jogador Robinho, que cumpre pena em Limeira (SP) – – –
Ministro Alexandre de Moraes, do STF, determina arquivamento de inquérito contra youtuber Monark – – –

STF determina fim dos diretórios provisórios e exige eleições a cada 4 anos nos partidos

Há 1 ano
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Da Redação

Em uma decisão histórica, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que os partidos políticos devem substituir seus diretórios provisórios por diretórios permanentes, eleitos por meio de eleições internas periódicas, realizadas a cada quatro anos, sem possibilidade de recondução automática. A medida visa fortalecer a democracia interna nas legendas e dar mais transparência ao funcionamento partidário.

Segundo o entendimento da Corte, os partidos que não cumprirem a exigência estarão sujeitos à suspensão do direito de receber recursos do fundo partidário e do fundo eleitoral, até que se regularizem. Mesmo após a regularização, os partidos não terão direito a receber retroativamente os valores suspensos.

Prazo de adequação

Os ministros do STF decidiram ainda que a medida terá efeito prospectivo, ou seja, passará a valer somente após a publicação da ata do julgamento. Essa decisão visa dar segurança jurídica e tempo para que as legendas se adequem à nova exigência.

A responsabilidade de regulamentar a fiscalização e aplicação do novo entendimento ficará a cargo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deverá editar normas específicas sobre como será feita a verificação do cumprimento da exigência pelos partidos.

Marco democrático

A decisão representa um marco na tentativa de acabar com o uso prolongado e, muitas vezes, indefinido dos diretórios provisórios, prática comum no cenário político nacional, criticada por permitir a centralização do poder partidário nas mãos de poucas lideranças e por fragilizar os mecanismos de democracia interna.

Com a exigência de eleições regulares e a vedação da recondução automática, a Corte busca fomentar a renovação das lideranças partidárias e garantir maior participação dos filiados na vida interna das siglas.

A medida já repercute nos bastidores políticos, onde dirigentes de diversas legendas terão de reorganizar sua estrutura interna para garantir o cumprimento das novas regras e assegurar o acesso aos recursos públicos destinados ao financiamento da atividade política.

Fim da eternização de estruturas provisórias

Comissões provisórias são mecanismos legítimos em situações emergenciais ou de transição, como a fundação de partidos em novos municípios. No entanto, muitos partidos vinham se utilizando dessas estruturas de forma permanente, concentrando poder em poucas mãos e evitando eleições internas democráticas.

Ao estabelecer o prazo máximo de quatro anos — contado a partir da criação de cada comissão — o STF determinou que, passado esse período, a direção partidária deve ser exercida por diretórios eleitos, sob pena de nulidade da estrutura.

Impacto nas eleições e estrutura partidária

A decisão deve ter impacto direto nas eleições municipais e na organização dos partidos nos estados e municípios. Em muitos casos, principalmente em cidades pequenas, os diretórios funcionam há anos sob comissões provisórias, frequentemente renovadas sem consulta à base partidária.

Agora, as siglas terão de se adaptar. “É uma vitória para a democracia interna e a transparência nos partidos. Essa decisão força as legendas a se organizarem, fazerem eleições e ouvirem suas bases”, afirmou o ministro Barroso durante o julgamento.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deverá editar normas complementares para garantir o cumprimento da decisão e estabelecer os prazos de transição.

Autor

Leia mais

Cabos do Exército durante desfile

STM mantém condenação de cabo do Exército por apresentação de documentos falsos

Há 3 dias

Três vezes Scorsese

Há 3 dias
Edifício-sede do CNJ em Brasília

Nova resolução do CNJ permite ao órgão monitorar ordens de bloqueio de créditos

Há 3 dias
Sede do TJSP

Regime prisional não retroage para desconstituir tempo de pena em regime aberto, decide TJSP

Há 3 dias

Defesa diz que 657 arquivos do celular de Vorcaro foram modificados após apreensão pela PF

Há 3 dias
Homem depredando relógio histórico no Palácio do Planalto em 8/1/23

Juiz que beneficiou réu do 8 de Janeiro escapa de inquérito no STF, mas segue sob análise do CNJ

Há 3 dias