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STJD libera jogador do Flamengo para jogar enquanto aguarda julgamento final de processo

STJD libera atacante do Flamengo para jogar enquanto aguarda julgamento final de processo

Há 12 meses
Atualizado segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Da Redação

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) liberou o jogador Bruno Henrique, atacante do Flamengo, a entrar em campo e participar normalmente dos jogos pelo time enquanto aguarda o julgamento final de recurso contra o processo que o condenou à suspensão de 12 partidas.

Na prática, o STJD concedeu efeito suspensivo ao recurso apresentado pelo Flamengo contra a decisão imposta pela 1ª Comissão Disciplinar do tribunal, no início do mês.

Suspeita de manipulação

O processo contra o atacante teve origem em novembro de 2023, durante partida contra o Santos, válida pelo Campeonato Brasileiro, realizada no estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Bruno Henrique recebeu na época o terceiro cartão amarelo do campeonato e o episódio que levantou suspeitas, devido ao volume expressivo de apostas nesse mercado específico.

Uma investigação da Polícia Federal a partir de conversas por celular de pessoas próximas ao atleta apontou que familiares e amigos dele teriam se beneficiado financeiramente da advertência. Dentre os quais, o irmão do jogador, Wander Nunes Pinto Júnior, a esposa dele, Ludymilla Araújo Lima, a prima Poliana Ester Nunes Cardoso e amigos próximos.

Conduta desleal

Durante o julgamento, que se estendeu por mais de oito horas, a 1ª Comissão Disciplinar absolveu Bruno Henrique da acusação prevista no artigo 243 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CGJD), que pune a atuação deliberada em prejuízo da própria equipe.

Mas apesar disso ele foi condenado por 4 votos a 1, pelo artigo 243-A do mesmo código, referente a condutas desleais ou fraudulentas com o objetivo de influenciar o resultado de uma partida.

Ética desportiva

O relator Alcino Guedes destacou que houve, no caso, “atitude que viola a ética desportiva”. A maioria do colegiado acompanhou o entendimento do relator para aplicação da pena mínima prevista, de 12 jogos de suspensão e pagamento de R$ 60 mil de multa.

Logo após o resultado, o Flamengo ingressou com pedido de efeito suspensivo junto ao Tribunal, para assegurar ao atacante plena condição de jogo até que o Pleno analise o mérito do recurso. Além desse processo que tramita na Justiça desportiva, Bruno Henrique também responde a ação penal na Justiça do Distrito Federal.

Réu em outro processo

Em julho de 2025, o juiz de Direito Fernando Brandini Barbagalo, da 7ª vara Criminal de Brasília (DF), aceitou parcialmente denúncia apresentada pelo Ministério Público, tornando o atleta e seu irmão réus por fraude em competição esportiva.

O magistrado rejeitou, contudo, a imputação de estelionato e afastou pedido do MP para imposição de fiança de R$ 2 milhões. Caso condenado, o atacante poderá cumprir pena de até seis anos de reclusão.

— Com informações do TJDFT e do STJD

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