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Ex-presidente do BRB presta depoimento à PF em meio a isolamento e pressão política

Há 11 meses
Atualizado segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Da Redação

O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa será ouvido pela Polícia Federal nesta terça-feira (25), às 10h, em local ainda não informado. A oitiva integra as diligências da Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades na instituição financeira. O depoimento ocorre dois meses após Costa ter sido afastado judicialmente do comando do banco.

Documentos do processo que embasaram o afastamento, obtidos pela reportagem, indicam que o Ministério Público Federal chegou a pedir sua prisão. O magistrado responsável, contudo, considerou que remover Costa da presidência era, naquele momento, medida suficiente para resguardar a investigação. Desde setembro, como revelou o portal Vero Notícias, o ex-presidente tem colaborado com a PF.

Na última sexta-feira (21), dois servidores do BRB também foram ouvidos pela Polícia Federal: Leandro Barra Santana de Souza e Verandir Araujo da Silva, ambos da Superintendência de Risco Operacional e Cibernético. A reportagem não teve acesso ao conteúdo entregue por eles, que permanece sob sigilo no âmbito da investigação.

Afastamento judicial e início da colaboração

O afastamento de Paulo Henrique Costa marcou a primeira grande medida judicial da operação. Embora o MPF tenha solicitado a prisão preventiva, o juiz optou por uma solução menos severa, preservando as etapas iniciais da apuração. Costa deixou a presidência do banco, mas seguiu mantendo interlocução com investigadores.

Desde então, o ex-presidente tem participado de atos processuais e, conforme apurou o Vero Notícias, presta informações consideradas relevantes pela equipe responsável. A colaboração ocorre paralelamente às análises técnicas conduzidas pela PF sobre procedimentos internos do BRB. O banco não se manifestou publicamente sobre a nova fase do inquérito.

O processo que levou ao afastamento também orientou a oitiva de outros funcionários vinculados às áreas de risco e segurança. As declarações prestadas na sexta-feira reforçam a linha de apuração voltada ao ambiente operacional. As informações, contudo, seguem sob sigilo devido à natureza da investigação.

Servidores são ouvidos em sequência ao ex-presidente

O depoimento de Leandro Barra Santana de Souza ocorreu pela manhã, segundo fontes próximas à investigação. Ele integra a área responsável por identificar riscos internos e eventuais falhas nos mecanismos de controle. A participação dele é considerada estratégica para estabelecer o panorama técnico do período investigado.

Logo depois, foi ouvido Verandir Araujo da Silva, também associado à Superintendência de Risco Operacional e Cibernético. A expectativa da PF era cruzar os relatos com documentos já recolhidos em etapas anteriores da operação. O objetivo é mapear eventuais fragilidades internas que possam ter contribuído para o cenário sob análise.

O conteúdo levado pelos dois servidores não foi disponibilizado aos jornalistas. Até o momento, as equipes envolvidas tratam o material como reservado para evitar interferências externas. A PF também não divulgou detalhes sobre próximos passos da investigação nem eventuais cruzamentos com dados fornecidos por Costa.

Isolamento aumenta pressão sobre Paulo Henrique Costa

Desde que foi afastado, Costa tem relatado a aliados desconforto com o isolamento político e institucional. Pessoas próximas afirmam que o ex-presidente do BRB passou os últimos dias preocupado com a repercussão dos desdobramentos da operação. Esse clima de incômodo intensificou especulações dentro e fora do governo.

Ao longo do fim de semana, circularam rumores de que Costa poderia avaliar um acordo de delação premiada junto à PF ou ao MPF. Apesar disso, nenhuma das partes confirma negociações formais nesse sentido.

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