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Ramagem e Torres perdem definitivamente cargos na PF

Há 9 meses
Atualizado segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Por Carolina Villela

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou nesta segunda-feira (26), na AP 2668, que a União publicou as portarias que oficializam a perda dos cargos públicos de Alexandre Ramagem Rodrigues e Anderson Gustavo Torres, ex-delegados de carreira da Polícia Federal. Os atos administrativos, editados pelo Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, foram publicados no Diário Oficial da União em 4 de dezembro de 2025, selando o destino profissional dos dois condenados.

Ramagem e Torres faziam parte do núcleo principal da trama golpista que buscava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder, contrariando o resultado das urnas nas eleições de 2022.

Condenação e trânsito em julgado

Em setembro de 2025, a Primeira Turma do STF condenou os dois ex-delegados por participação no esquema golpista. Em 25 de novembro, o ministro Alexandre de Moraes determinou o trânsito em julgado do processo, encerrando qualquer possibilidade de apresentação de novos recursos e autorizando o início imediato do cumprimento das penas.

O então ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, já havia determinado, em dezembro do ano passado, a demissão de Ramagem e Torres de seus respectivos cargos de delegados de carreira da Polícia Federal. As portarias agora publicadas consolidam juridicamente essa decisão administrativa.

Com a demissão, eles perdem os direitos e prerrogativas funcionais, incluindo remuneração relacionadas aos cargos que ocupavam.

Destinos distintos após condenação

Anderson Torres, que atuou como ministro da Justiça no governo Bolsonaro e secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, foi condenado a 24 anos de prisão. Atualmente, ele cumpre a sentença no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, núcleo de custódia conhecido como “Papudinha”, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Torres se encontra em regime fechado desde novembro de 2025, quando o STF determinou o início do cumprimento da pena.

Já Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Bolsonaro, fugiu para Miami, nos Estados Unidos, sendo atualmente considerado foragido da Justiça brasileira. Ramagem foi condenado a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão, em regime inicial fechado.

No caso de Ramagem, além da condenação criminal e da perda do cargo na Polícia Federal, ele também teve seu mandato de deputado federal cassado pela Câmara dos Deputados, após determinação do próprio STF.

O ministro Alexandre de Moraes encaminhou ao Ministério da Justiça os documentos necessários para a formalização de pedido de extradição junto às autoridades norte-americanas do deputado cassado, para que ele seja entregue e cumpra a pena determinada pela Justiça brasileira.

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