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Sessãod o TSE de 14/04/2026

Novo pedido de vista suspende julgamento que avalia cassação da chapa eleita para governo de RR em 2022

Há 6 meses
Atualizado quarta-feira, 15 de abril de 2026

Da Redação

Um novo pedido de vista levou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a suspender mais uma vez, nesta terça-feira (14), julgamento que envolve eventual cassação da chapa eleita para o governo de Roraima nas Eleições Gerais de 2022, composta por Antonio Denarium (Progressistas) e Edilson Damião (Republicanos). 

O pedido foi apresentado pela ministra Estela Aranha. Os dois políticos foram cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), no julgamento de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) ajuizada pela coligação Roraima Muito Melhor, por abuso de poder político e econômico nas Eleições Gerais de 2022.  

Uso da máquina pública

Segundo a denúncia, eles teriam usado a máquina pública para praticar ações proibidas a agentes públicos no período eleitoral, com o objetivo de obter vantagens políticas na disputa, além de fazer uso eleitoral dos programas sociais “Cesta da Família” e “Morar Melhor”. O TRE também tornou o governador inelegível e determinou a realização de novas eleições.    

Aguardado há meses, o julgamento pelo TSE foi retomado nesta terça, com a apresentação do voto-vista do ministro Nunes Marques, que se posicionou pela absolvição de Edilson Damião, atual governador de Roraima, e pela inelegibilidade do ex-governador, Antonio Denarium.

Sem eleição suplementar

Denarium renunciou ao cargo para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições gerais deste ano. Consequentemente, o ministro rejeitou eventual eleição suplementar no estado.  

De acordo com a análise do ministro Nunes Marques, o candidato Edilson Damião, eleito em 2022 para vice-governador, não praticou as condutas enquadradas no processo, já que não foi comprovada sua participação, nem sua anuência, tampouco sua ciência desses fatos. 

Fato institucional novo

O ministro também destacou que o vice-governador eleito atualmente exerce o cargo de governador de Roraima, de forma permanente, em razão da renúncia de Antonio Denarium no dia 27 de março, “fato institucional novo e juridicamente relevante”, frisou

Nunes Marques ainda enfatizou que eventual alternância na chefia do Poder Executivo estadual determinada por decisão judicial causaria graves consequências para a estabilidade política, institucional, econômica e jurídica de Roraima, especialmente diante da proximidade das Eleições 2026. 

Oito meses de tramitação

O julgamento do caso pelo TSE foi iniciado em agosto do ano passado, quando a então relatora, ministra Isabel Gallotti, votou no sentido de manter integralmente o acórdão regional, em virtude de várias ações praticadas em ano eleitoral.

Dentre as quais,  distribuição de bens e serviços, com a entrega de cestas básicas e benefícios;  reforma de residências de famílias de baixa renda; repasse de quase R$ 70 milhões em recursos do governo estadual para 12 dos 15 municípios do estado, sem a observância de critérios legais; e extrapolação de gastos com publicidade. 

Em novembro, ao apresentar voto-vista, o ministro André Mendonça acompanhou parcialmente o entendimento da relatora. Foi quando o ministro Nunes Marques pediu vista.

— Com informações do TSE

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