STJ moderniza serviço de emissão de certidões para maior segurança e acessibilidade aos jurisdicionados – – –
Operação Faroeste: STJ condena desembargadora e juiz por venda de decisões em disputa de terras na Bahia  – – –
Lula aceita 19 condições de Flávio para abertura de sigilos e cobra reciprocidade – – –
STF decide que imunidade de ITBI na integralização de capital vale para empresas imobiliárias – – –
Bancada do PT na Câmara pede ao STF suspensão da transferência da ilha de Richarlison a advogado Willer Tomaz – – –
STF confirma exclusão do ISS da base de cálculo do PIS e da Cofins – – –
MPSP pede à Justiça condenação de Eduarda Campopiano por crime de transfobia contra Erika Hilton – – –
Depois do TSE e da ANPD, ONU também se posiciona sobre atuação da Meta nas eleições brasileiras – – –
Possibilidade de TSE suspender canais políticos de WhatsApp causa polêmica e tumultua a Corte – – –
Lula sanciona lei que perdoa dívidas do MEI e amplia teto de faturamento para R$ 140 mil – – –
Publicitário Thiago Miranda, ligado a Daniel Vorcaro

STF autoriza nova fase da Compliance Zero focada no publicitário Thiago Miranda, ligado a Vorcaro 

Há 3 meses
Atualizado sexta-feira, 10 de julho de 2026

Da Redação 

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a deflagrar mais uma fase da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades cometidas pelo Banco Master e também crimes paralelos do seu ex-dono, o empresário Daniel Vorcaro. Desta vez, o principal alvo é o publicitário Thiago Miranda.

Na noite desta quinta-feira (09/07), a corporação cumpriu mandados de busca e apreensão, pessoal e domiciliar, contra Miranda, que é sócio do blogueiro Leo Dias. O objetivo das ações é reunir provas sobre suposta atuação dele junto com Vorcaro, em crimes destinados a comprometer a credibilidade do Banco Central e intimidar jornalistas e concorrentes. 

Recrutamento de influenciadores

De acordo com relatório da Polícia Federal, o publicitário estaria diretamente envolvido no recrutamento de influenciadores e jornalistas, com recursos do Master em contrato com cláusula de compromisso de confidencialidade. O intuito, conforme aponta o documento da PF, seria “questionar decisões de instituições, a fim de desacreditá-las perante a opinião pública”. 

As suspeitas principais são de que o grupo utilizava informações privilegiadas, obtidas de forma ilícita, para intimidar ou coagir quem se recusasse a aderir ao denominado “Projeto DV” (iniciais de Daniel Vorcaro). As propostas de pagamento a influenciadores, acrescentou o documento, chegaram a R$ 2 milhões para publicação de conteúdos favoráveis ao Master e críticas à atuação do Banco Central no contexto da liquidação da instituição financeira.  

Parecer favorável da PGR

Informações da área processual do STF são de que a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favoravelmente à medida.  Ao autorizar a busca e apreensão na Petição (PET) 16346, o ministro relator ressaltou que, diante dos elementos apresentados pela PF, a medida é “proporcional, adequada e necessária para preservar documentos físicos e digitais, reconstruir os fluxos financeiros, societário e de comunicação investigados e evitar a destruição ou a ocultação de provas”. 

Mendonça afirmou que, além do mapeamento feito pela própria Polícia Federal, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) também identificou uma série de ataques ao Banco Central nas redes sociais, de forma aparentemente coordenada. 

Plataforma de venda de dados

A investigação da PF aponta, ainda, no relatório, que “a suposta organização criminosa utilizou uma plataforma de venda de dados para levantar informações de natureza pessoal, profissional e patrimonial da jornalista Malu Gaspar, em busca de elementos desabonadores ou sensíveis”. 

Foram obtidas informações sobre a estrutura familiar da jornalista e dados patrimoniais e cadastrais, incluindo relativas ao veículo utilizado por ela . “Os elementos analisados apontam que Miranda desempenhava papel central nessas iniciativas, sendo o principal responsável por realizar pesquisas e levantamentos acerca da vida privada da jornalista em questão”, frisou o ministro no documento que autorizou a mais recente operação.

Outros focos de devassa

O mesmo modo de atuação, acrescentou o magistrado na peça jurídica, teria sido adotado em relação ao empresário Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, potencial vítima da devassa encomendada por Daniel Vorcaro. Mensagens indicam que Miranda procurou outros dois jornalistas para tentar retirar de circulação reportagens prejudiciais aos interesses do ex-banqueiro. 

A decisão autoriza a apreensão de documentos físicos e eletrônicos, celulares e outros equipamentos eletrônicos. Além disso, determina a extração de dados telefônicos e telemáticos dos dispositivos apreendidos e de conteúdos mantidos em nuvem. 

— Com informações do site do STF

Autor

Leia mais

Sede do STJ

STJ moderniza serviço de emissão de certidões para maior segurança e acessibilidade aos jurisdicionados

Há 10 horas
Sessão da Corte Especial do STJ

Operação Faroeste: STJ condena desembargadora e juiz por venda de decisões em disputa de terras na Bahia 

Há 10 horas
Presidente Lula (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL)

Lula aceita 19 condições de Flávio para abertura de sigilos e cobra reciprocidade

Há 10 horas

STF decide que imunidade de ITBI na integralização de capital vale para empresas imobiliárias

Há 10 horas
Vista aérea de Angra dos Reis (RJ)

Bancada do PT na Câmara pede ao STF suspensão da transferência da ilha de Richarlison a advogado Willer Tomaz

Há 11 horas

STF confirma exclusão do ISS da base de cálculo do PIS e da Cofins

Há 11 horas