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Rosto apreensivo do secretário de estado do Maranhão que teve prisão domiciliar determinada por Flávio Dino

Dino afasta secretário do Maranhão e impõe prisão domiciliar em investigação por suposta coação

Há 3 meses
Atualizado segunda-feira, 20 de julho de 2026

Da redação

A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento do secretário extraordinário de Assuntos Legislativos do Maranhão, Raimundo Cutrim, e impôs a ele prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, tornou-se pública nesta segunda-feira (20). As medidas cautelares foram adotadas no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de coação e obstrução da Justiça e também autorizaram o cumprimento de mandado de busca e apreensão.

Medidas cautelares atingem integrante do governo estadual

Além de retirar Cutrim do cargo, a decisão estabelece que ele permaneça em prisão domiciliar sob vigilância por tornozeleira eletrônica. A Polícia Federal cumpriu as determinações em São Luís, onde realizou buscas na residência do secretário.

Durante a operação, agentes apreenderam armas encontradas no imóvel. Até o momento, não há informação oficial de que o material tenha motivado novas acusações, enquanto a investigação segue protegida por sigilo judicial.

Após audiência de custódia, o secretário foi autorizado a cumprir a medida em casa. A defesa informou que ainda busca acesso à íntegra da decisão e afirmou que seu cliente está cumprindo todas as determinações impostas pelo Supremo.

Processo permanece sob sigilo no STF

Os fundamentos detalhados da decisão ainda não foram divulgados pelo Supremo porque o procedimento tramita em sigilo. Por essa razão, o conteúdo das provas reunidas e os fatos específicos atribuídos ao secretário permanecem restritos às autoridades responsáveis pela investigação.

As informações conhecidas até agora indicam que o inquérito investiga possíveis atos destinados a constranger testemunhas ou dificultar o andamento das apurações. A extensão da participação de cada investigado, entretanto, ainda não foi esclarecida publicamente.

Também não foram divulgados o número do processo, a identidade das pessoas que teriam sido alvo da suposta coação nem os elementos que embasaram a adoção das medidas cautelares.

Investigação tem origem em apuração mais ampla

O caso é tratado como um desdobramento das investigações relacionadas ao chamado caso Tech Office, que teve início após o assassinato do empresário João Bosco Sobrinho Pereira Oliveira, ocorrido em São Luís, em agosto de 2022.

Ao longo da apuração, novos depoimentos e elementos levaram as autoridades a investigar a possível prática de crimes relacionados à interferência na produção de provas e ao constrangimento de pessoas consideradas relevantes para o esclarecimento dos fatos.

Como parte dessa nova etapa, o procedimento chegou ao STF por envolver autoridades com foro por prerrogativa de função. A investigação continua em andamento e, até o momento, não houve divulgação oficial sobre eventual denúncia ou conclusão das apurações em relação aos investigados.

Próximos passos da apuração

Com o processo em curso, caberá à Polícia Federal prosseguir na coleta de provas e encaminhar os resultados ao Supremo e ao Ministério Público para análise das medidas cabíveis.

A continuidade ou eventual revogação das cautelares dependerá da evolução das investigações e da avaliação do relator sobre a necessidade de manter as restrições impostas ao secretário.

Enquanto isso, permanecem sem resposta pública questões centrais do caso, como o conteúdo das provas reunidas, a dinâmica da suposta coação e a existência de outros investigados que possam vir a ser alcançados pelas apurações.

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