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Depois de polêmicas sobre decisões, presidente do TSE se reúne nesta terça-feira (13) com advogados dos presidenciáveis – – –
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Ministro Kassio Nunes Marques, do STF e do TSE

Depois de polêmicas sobre decisões, presidente do TSE se reúne nesta terça-feira (13) com advogados dos presidenciáveis

Há 3 horas
Atualizado terça-feira, 13 de outubro de 2026

Da Redação

Depois de um feriadão turbulento, marcado por polêmicas no Judiciário em torno de decisões sobre os grupos de Whatsapp usados neste período de segundo turno das eleições e a menos de duas semanas do pleito, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, se reúne nesta terça-feira (13/10) com representantes da campanha dos presidenciáveis Flávio Bolsonaro (PL) e do presidente Lula (PT). 

A reunião será realizada em meio a uma onda recorde de judicialização das eleições e da disputa de decisões em torno da suspensão ou manutenção do canal no WhatsApp chamado de “Exército do Lula”. 

O canal reúne mais de 4 milhões de inscritos e foi criado pelo deputado André Janones (Rede-MG) para mobilizar a militância nas redes sociais em torno da reeleição do presidente Lula. A campanha de Flávio acionou o TSE pela suspensão do canal, e o tema foi palco de troca de decisões de ministros ao longo do fim de semana. 

Outra guerra de liminares

Isto porque o ministro Nunes Marques inicialmente determinou a suspensão do canal. Logo depois, o relator designado, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, deu sua decisão e manteve o funcionamento do canal. Cueva ainda encaminhou o caso para uma apreciação “urgente” do plenário virtual da Corte. O responsável por definir quando o colegiado vai analisar o tema é o próprio Kassio.

Como se não bastasse esse “libera – não libera” do grupo, nesta segunda-feira (12/10), o presidente do TSE determinou que a Assessoria de Enfrentamento à Desinformação (AEED) da Corte apurasse a circulação dos conteúdos do canal “com máxima urgência”. A área técnica, no entanto, informou que não identificou fake news citadas pela campanha do senador no canal. 

Versões diferentes

“No período examinado, não se verificou a difusão das afirmações examinadas nos autos”, disse a assessoria técnica. A AEED comparou os conteúdos do grupo com aqueles mencionados pelo ministro Kassio Nunes Marques na decisão pela suspensão do canal, proferida ontem e depois revertida pelo relator do caso. 

O magistrado apontou que o conteúdo ligava Flávio à milícia, à redução de aposentadorias e a notícia falsa da retirada de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.

Por outro lado, a campanha de Flávio Bolsonaro manteve críticas ao canal e afirmou que encaminhará ao TSE um novo relatório técnico sobre o conteúdo veiculado nele. O documento da campanha do candidato do PL enfatiza que a assessoria técnica não identificou notícias falsas no canal, mas ressalva que existem duas postagens no canal que podem ter o mesmo tema que os conteúdos derrubados pela Corte liminarmente, que relacionam Flávio ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a mudanças na Constituição.

— Com Agências de Notícias

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