Por Hylda Cavalcanti
Continua a confusão em torno do sumiço do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A Polícia Federal (PF) cancelou, por volta do meio-dia desta terça-feira (27/10), os passaportes dele após ter passado o prazo de 24 horas para que os entregasse espontaneamente, conforme ordem determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Desde o início da manhã, o Portal Infobae, da Argentina, publicou que o senador — que perdeu as eleições para o presidente Lula no último domingo (25/10) — tinha viajado para a cidade de Puerto Iguazu num jato fretado por uma empresa privada. Informou também que o plano era de ele, logo depois, seguir. por meio de um aeroporto daquele país, para os Estados Unidos.
Investigações da PF
Logo quando foi publicada a notícia, no Brasil inteiro as pessoas passaram a se perguntar onde está Flávio. A PF passou a investigar as áreas de fronteira e a buscar informações junto ao governo argentino. Aliados e apoiadores próximos do senador dizem que desde as 7h não conseguem falar com ele pelo celular, numa indicação de que o seu telefone está sem bateria ou propositadamente desligado.
O coordenador da sua campanha, ministro Rogério Marinho (PL-MG) negou a fuga, disse que ele tinha tirado uns dias em um local isolado, para descansar, mas não deu detalhes sobre esse “período de descanso”, dando a entender que pouco sabe a respeito.
Falta de confirmações
Notícias mais recentes de algumas pessoas próximas aos Bolsonaro, ainda sem confirmação, indicam que Flávio viajou sim até Puerto Iguazu ou até uma cidade fronteiriça e atravessou a fronteira do Brasil com a Argentina a pé. Não se sabe ainda se sua esposa, Fernanda, e outros nomes da família estão ao seu lado.
O governo argentino negou que o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro tenha solicitado asilo político. Questionado sobre o assunto, o porta-voz da Argentina Adrián Ravier afirmou que não existe qualquer pedido nesse sentido.
Ligação com Willer Tomaz
Autoridades argentinas afirmaram, ainda, não haver registros de entrada do senador pelos meios convencionais.
Em Brasília, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) desafiou Flávio a divulgar um vídeo para comprovar que permanece em território nacional e provocou: “Quem não deve não teme”.
O petista também relacionou o episódio às investigações que estão sendo realizadas pela PF, envolvendo o advogado Willer Tomaz, considerado próximo e suspeito de vir a ser sócio do senador.
— Com Agências de Notícias