Governo envia ao Congresso MP do ‘imposto do pecado’ – – –
Câmara aprova pena de prisão para uso de drones sobre presídios – – –
Dino pede informações dos votos de Barroso e Rosa Weber em julgamento sobre o aborto – – –
Banco Central interrompe cortes e mantém a Selic em 13,75% ao ano – – –
Fachin dá 15 dias para PGR se manifestar sobre indiciamento de Vorcaro – – –
Toda entidade sem fins lucrativos que atende a idosos tem direito à justiça gratuita, decide TRF 1 – – –
TJSP autoriza custeio de transplante de medula sem transfusão de sangue a Testemunha de Jeová – – –
TRF 3 reconhece exercício de atividade rural em regime de economia familiar antes dos 12 anos – – –
Justiça determina a Pablo Marçal que oculte post com discriminação às religiões de matriz africana – – –
Operação Ifrit, da PF e da Receita, investiga tráfico internacional de drogas em 7 estados – – –

Banco Central interrompe cortes e mantém a Selic em 13,75% ao ano

Há 2 horas
Atualizado quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Da Redação

Pela primeira vez desde abril, o Banco Central decidiu não reduzir a taxa básica de juros. Na noite de quarta-feira (4), em Brasília, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic em 13,75% ao ano por decisão unânime. O motivo é o aumento das incertezas: o dólar instável, o início do El Niño e a guerra no Oriente Médio ameaçam fazer a inflação voltar a subir.

A decisão pegou parte do mercado financeiro de surpresa. A maioria dos analistas esperava mais um corte, de 0,25 ponto percentual. Algumas instituições, porém, já previam que o Banco Central faria uma pausa.

No comunicado divulgado após a reunião, o Copom não indicou o que pretende fazer nos próximos encontros. O comitê disse que o momento pede calma e cuidado, porque os juros já estão em um nível que freia a economia, as projeções de inflação subiram e a atividade econômica está perdendo força mais rápido que o previsto.

Por que o Banco Central parou de cortar

Para entender a decisão, vale lembrar o caminho recente dos juros. Entre junho de 2025 e março de 2026, a Selic ficou em 15% ao ano, o patamar mais alto em quase duas décadas. Com a inflação em queda, o Copom começou a reduzir a taxa em abril e fez cinco cortes seguidos até chegar aos atuais 13,75%.

Nas últimas semanas, no entanto, o cenário ficou mais difícil. Três fatores pesaram na avaliação do Banco Central. O primeiro é a piora do conflito no Oriente Médio, que costuma pressionar o preço do petróleo e dos combustíveis. O segundo é o El Niño, fenômeno climático que pode prejudicar safras e encarecer os alimentos. O terceiro é a alta do dólar, que torna mais caros os produtos importados.

Inflação ainda acima do limite

A principal função da Selic é controlar a inflação oficial do país, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). A prévia de outubro, chamada IPCA-15, mostrou alta de 0,32% no mês, ajudada pela redução nas contas de luz.

Mesmo assim, no acumulado de 12 meses, a inflação passou de 4,5% para 4,62%. Isso significa que ela ultrapassou o teto permitido pela meta. O resultado oficial do IPCA será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no próximo dia 12.

Como funciona a meta de inflação

Desde janeiro de 2025, o Brasil adota o sistema de meta contínua. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3% ao ano. Há uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, ou seja, a inflação é considerada dentro do objetivo se ficar entre 1,5% e 4,5%.

A diferença em relação ao modelo antigo é que a verificação não acontece mais só em dezembro. Agora, todo mês o Banco Central compara a inflação acumulada nos 12 meses anteriores com a meta. Em novembro de 2026, por exemplo, conta o período iniciado em dezembro de 2025. Assim, o acompanhamento é constante ao longo do ano.

O que esperam o BC e o mercado

No Relatório de Política Monetária publicado no fim de setembro, o Banco Central projetou inflação de 5,2% para 2026. Essa estimativa deve ser revisada na próxima edição do documento, levando em conta a recente desaceleração dos preços.

O mercado financeiro tem uma visão parecida. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal que o BC faz com instituições financeiras, a expectativa é de que o IPCA termine o ano em 5,22%, acima do teto de 4,5%. Antes de a guerra no Oriente Médio começar, a previsão dos analistas era bem menor: 3,95%.

Economia em ritmo mais lento

A pausa nos cortes também tem efeito sobre o crescimento do país. O Banco Central reduziu para 1,8% sua projeção de alta do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. Os analistas do mercado estão um pouco mais pessimistas e esperam expansão de 1,76%. Há um mês, essa previsão era de 1,85%.

Entenda o que é a Selic

A Selic leva o nome do Sistema Especial de Liquidação e Custódia, onde são negociados os títulos públicos. Ela funciona como referência para todas as outras taxas de juros do país, como as de empréstimos, financiamentos e cartão de crédito.

Quando o Banco Central sobe a Selic, o crédito fica mais caro e guardar dinheiro passa a valer mais a pena. Com isso, as pessoas e as empresas consomem menos, e os preços tendem a parar de subir. Quando a taxa cai, acontece o contrário: o crédito fica mais barato, o consumo e a produção aumentam, mas fica mais difícil segurar a inflação.

Por isso, o Copom só reduz os juros quando tem segurança de que os preços estão sob controle. Neste momento, com tantas incertezas no horizonte, o comitê preferiu esperar.

Autor

Leia mais

Cédulas de dinheiro referentes a pagamentos de tributos

Governo envia ao Congresso MP do ‘imposto do pecado’

Há 48 minutos
Plenário da Câmara dos Deputados

Câmara aprova pena de prisão para uso de drones sobre presídios

Há 1 hora
Flávio Dino com ar de preocupado

Dino pede informações dos votos de Barroso e Rosa Weber em julgamento sobre o aborto

Há 2 horas
Ministro Edson Fachin, presidente do STF

Fachin dá 15 dias para PGR se manifestar sobre indiciamento de Vorcaro

Há 3 horas
Fachada da sede do Tribunal Regional Federal da Primeira Região - TRF1

Toda entidade sem fins lucrativos que atende a idosos tem direito à justiça gratuita, decide TRF 1

Há 13 horas
Sede do TJSP

TJSP autoriza custeio de transplante de medula sem transfusão de sangue a Testemunha de Jeová

Há 14 horas