Da Redação
A Polícia Federal (PF) cumpriu nesta quarta-feira (04/11) 102 mandados judiciais em sete estados brasileiros dentro da chamada Operação Ifrit, realizada de forma conjunta com a Receita Federal para investigar esquema suspeito de tráfico internacional de drogas e armas, sequestros, torturas, atentados e homicídios.
A investigação aponta a participação de agentes públicos no esquema, incluindo policiais civis e militares. E tem como alvo grupo liderado por um núcleo familiar que tem ligações com facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Primeiro Grupo Catarinense (PGC). Segundo o que foi apurado nos últimos meses, a organização movimentou mais de R$ 500 milhões por meio de empresas de fachada e contas de terceiros.
Mandados expedidos
Com autorização da Justiça Federal de Campo Grande (MS), foram expedidos 76 mandados de busca e apreensão, 25 de prisão preventiva e um de prisão temporária. Também foram determinadas três medidas de monitoração eletrônica e o afastamento de três policiais civis. As ações ocorrem em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia.
A investigação aponta, além da participação de agentes públicos no esquema, o envolvimento do grupo em sequestros, torturas, atentados e homicídios. Para controlar territórios e intimidar rivais, os integrantes utilizavam armamentos pesados e veículos blindados.
Fronteira com o Paraguai
Conforme as informações da PF, o grupo atuava, principalmente, na fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Drogas e armas eram obtidas na Bolívia, no Peru e no Paraguai. Os entorpecentes abasteciam redes de distribuição no Brasil e rotas internacionais com destino à Europa, especialmente Espanha e Portugal.
A operação também busca atingir a estrutura financeira desse grupo, que utilizava empresas de fachada, operadores e pessoas como laranjas para ocultar a origem dos recursos. As investigações pretendem identificar os envolvidos e esclarecer a extensão da rede criminosa, incluindo a participação de agentes das forças de segurança.
— Com Agências de Notícias