CNJ aplica pena de disponibilidade com proposta de perda de cargo a 5 magistrados do TJBA – – –
Fachin determina arquivamento de investigações envolvendo Eduardo Bolsonaro, Guilherme Fiuza e Malafaia – – –
Balanço do TSE confirma 34,3 mil votos registrados após 17h nas eleições do domingo (25) – – –
Moraes afirma que polícia tem ignorado decisão do STF sobre porte de maconha – – –
Ministro Fachin, do STF, arquiva investigação contra o pastor Silas Malafaia – – –
Justiça Federal condena dois réus por corrupção ativa no caso da Máfia das Próteses – – –
Justiça italiana adia julgamento sobre extradição de Carla Zambelli previsto para esta terça-feira (28) – – –
TJDFT obriga plano de saúde a manter enfermagem 24 horas para criança com Síndrome de Williams – – –
Dilma Rousseff receberá pensão mensal de R$ 17 mil por crimes sofridos durante ditadura – – –
TJ-SP nega novo habeas corpus a tenente-coronel acusado de matar a soldado Gisele – – –

EUA impõem tarifa de 12,5% ao Brasil e governo brasileiro rebate acusação de trabalho forçado

Há 3 meses
Atualizado quinta-feira, 23 de julho de 2026

Da redação

Os Estados Unidos decidiram, nesta quinta-feira (23), taxar em 12,5% os produtos brasileiros sob a alegação de que o país falha em combater práticas de trabalho forçado em seus setores produtivos. A medida passa a valer a partir desta sexta-feira e atinge, ao todo, 60 países alvos da mesma investigação conduzida pelo governo americano.

Em resposta, o Governo brasileiro divulgou nota oficial rechaçando a decisão dos Estados Unidos, classificando a medida como resultado de investigação sem base legal interna consistente e acusando o Escritório do Representante Especial de Comércio (USTR) de manipular tema caro aos direitos humanos para sustentar política comercial protecionista.

No caso brasileiro, a nova tarifa de 12,5% se soma aos 25% que já haviam entrado em vigor no último dia 22, após as primeiras conclusões de investigação aberta especificamente sobre o Brasil em julho do ano passado pelo USTR, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Investigação mira cinco produtos importados entre 2021 e 2025

O argumento para aplicar a tarifa adicional é de que o Brasil compra produtos de nações que não adotam boas práticas trabalhistas, o que geraria competição desleal com o mercado americano. Segundo a investigação do USTR, o Brasil faz parte do grupo de países que teriam importado, entre 2021 e 2025, produtos supostamente fabricados com trabalho forçado. No caso brasileiro, cinco categorias foram listadas: alumínio, algodão, eletrônicos, baterias de lítio e tabaco.

De acordo com o levantamento americano, o Brasil e outros 53 países foram incluídos no grupo submetido à tarifa de 12,5%, percentual mais elevado entre as faixas estabelecidas pela investigação. Já Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão receberam tarifas de 10%.

Governo brasileiro cita compromissos com a OIT e aciona OMC

Na nota, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República destacou que o Ministério do Trabalho e Emprego prestou explicações e forneceu farta documentação sobre a legislação brasileira e a atuação das autoridades aduaneiras no combate a importações de bens produzidos por trabalho forçado ao longo da investigação. O governo ressaltou ainda que o Brasil é reconhecido há décadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) por seus compromissos no combate a essa prática.

Segundo o documento, o Brasil é signatário de 66 convenções em vigor na OIT, enquanto os Estados Unidos ratificaram apenas dez. O país ratificou os quatro instrumentos da OIT relacionados ao trabalho forçado — as Convenções 29 e 105, além da Recomendação 203 e do Protocolo à Convenção 29 —, enquanto os americanos ratificaram apenas um desses instrumentos. A nota também menciona que acordos de livre comércio firmados pelo Brasil e pelo Mercosul, incluindo com Chile, União Europeia e Associação Europeia de Livre Comércio, contêm compromissos de eliminação do trabalho forçado.

Brasil aciona Lei de Reciprocidade e mecanismo da OMC

O governo brasileiro afirmou ainda que tipifica como crime não apenas a submissão ao trabalho forçado, mas também jornadas exaustivas, condições degradantes de trabalho e restrição de locomoção, responsabilizando empresas e indivíduos com multas severas e mantendo cadastro de “Lista Suja” de empregadores flagrados com a prática.

Diante do que classificou como caráter arbitrário e injustificado das tarifas, o Governo brasileiro anunciou que iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, além de levar o tema ao mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

* Com informações de agências de notícias

Autor

Leia mais

Sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)

CNJ aplica pena de disponibilidade com proposta de perda de cargo a 5 magistrados do TJBA

Há 50 minutos
Ministro Edson Fachin no plenário do STF

Fachin determina arquivamento de investigações envolvendo Eduardo Bolsonaro, Guilherme Fiuza e Malafaia

Há 1 hora
Pessoas votando no último domingo (25/10)

Balanço do TSE confirma 34,3 mil votos registrados após 17h nas eleições do domingo (25)

Há 3 horas
Ministro Alexandre de Moraes, durante sessão do STF

Moraes afirma que polícia tem ignorado decisão do STF sobre porte de maconha

Há 3 horas
Pastor Silas Malafaia

Ministro Fachin, do STF, arquiva investigação contra o pastor Silas Malafaia

Há 3 horas

Justiça Federal condena dois réus por corrupção ativa no caso da Máfia das Próteses

Há 3 horas