Da Redação
O Supremo Tribunal Federal informou neste domingo (26) o falecimento do ministro aposentado Octavio Gallotti. Ele integrou a Corte por 16 anos e teve papel importante na interpretação das leis após a Constituição de 1988. O velório acontece nesta segunda-feira (27), em Brasília, e o sepultamento será no dia seguinte, no Rio de Janeiro.
Quem foi Octavio Gallotti
Nascido no Rio de Janeiro, Gallotti fez parte do Supremo Tribunal Federal entre 1984 e 2000. Foram quase duas décadas de atuação em um momento decisivo para o país: os anos seguintes à promulgação da nova Constituição, quando o Judiciário precisou construir, na prática, o entendimento sobre as novas regras democráticas.
Durante esse período, o ministro também assumiu papéis de liderança institucional. Presidiu o STF de 1993 a 1995 e, depois, comandou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre 1994 e 1996.
Onde será o velório
De acordo com o STF, o corpo será velado no Salão Branco do próprio tribunal, em Brasília, das 10h às 16h desta segunda-feira (27). O sepultamento está marcado para terça-feira (28), no Rio de Janeiro, cidade natal do ministro.
Homenagens de autoridades
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, lamentou a morte do colega e destacou sua trajetória. Segundo ele, Gallotti foi um magistrado de grande conhecimento jurídico e compromisso com a Constituição, cuja atuação deixou marcas duradouras na jurisprudência do país e no fortalecimento das instituições democráticas.
Fachin ressaltou ainda que o ministro exerceu suas funções com independência e senso de responsabilidade, sempre pautado pela integridade e pela defesa do Estado de Direito. Para o presidente da Corte, o legado de Gallotti vai além das decisões que ele proferiu, influenciando a formação de novos juristas e reforçando a confiança da sociedade no Judiciário.
Reação do Ministério Público
O Ministério Público Federal (MPF) também se manifestou sobre a morte do ex-presidente do STF. Em nota, a instituição destacou o equilíbrio e o rigor técnico que marcaram a carreira de Gallotti, classificando sua contribuição como de valor inestimável para o Direito brasileiro e para a consolidação das instituições democráticas do país.