Da Redação
Três técnicos de enfermagem foram interrogados após oitiva de 26 testemunhas; processo avança para fase de alegações finais
O Tribunal do Júri de Taguatinga concluiu, nesta segunda-feira (8/6), a etapa de coleta de provas no processo que apura a morte de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal. Os réus são os técnicos de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa, Marcela Camilly Alves da Silva e Marcos Vinicius Silva Barbosa de Araújo.
Audiências reuniram 26 testemunhas ao longo de quatro datas
As audiências de instrução e julgamento foram realizadas nos dias 27 e 29 de maio e 1º e 8 de junho. No total, 26 testemunhas prestaram depoimento — 23 delas nas sessões anteriores e mais três nesta segunda-feira, entre as quais o médico-legista da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
Logo no início da sessão desta segunda, o juiz responsável pelo caso, João Marcos Guimarães Silva, retirou o sigilo dos autos e autorizou a imprensa a acompanhar os trabalhos.
Acusados foram interrogados com posturas distintas diante da Justiça
Após a oitiva das testemunhas, os três réus foram interrogados. O técnico Marcos Vinicius optou por responder somente às perguntas feitas por sua própria defesa. Marcela Camilly foi além e respondeu também às questões levantadas pelos advogados dos demais acusados.
Já Amanda Rodrigues adotou a postura mais aberta: respondeu às perguntas do juiz, de sua defesa, das defesas dos outros réus e também do Ministério Público.
Processo entra na reta final antes de possível julgamento pelo júri
Com o encerramento dos interrogatórios, o caso avança para a fase de alegações finais — etapa em que Ministério Público, assistentes de acusação e defesas apresentarão seus argumentos por escrito ao juiz.
Com base no conjunto de provas reunidas, o magistrado terá quatro caminhos possíveis: pronunciar os réus (levando-os a julgamento popular pelo Conselho de Sentença), impronunciá-los, absolvê-los de forma sumária ou desclassificar a acusação para um crime de menor gravidade.
Conteúdo do processo será parcialmente liberado ao público
O conteúdo geral dos autos deve ser disponibilizado ao público até esta terça-feira (9/6). No entanto, os arquivos que dizem respeito às vítimas — incluindo vídeos, fotos e depoimentos — permanecerão sob segredo de Justiça.