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Deltan Dallagnol, ex-procurador da República e ex-deputado federal

TSE forma maioria para suspender campanha de Dallagnol ao Senado pelo PR

Há 36 minutos
Atualizado segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Da Redação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria, nesta segunda-feira (21/9), para suspender a campanha do ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo), candidato ao Senado pelo Paraná. O relator do processo, ministro Floriano de Azevedo Marques, apresentou voto pela suspensão. Ele foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli, Estela Aranha e Ricardo Villas Bôas Cueva e com isso, já foi formada maioria.

O julgamento, que acontece por meio do plenário virtual da Corte, vai até as 23h59 desta segunda-feira (21/9). Faltam votar os ministros Kassio Nunes Marques, André Mendonça e Sebastião Reis.

Mandato suspenso em 2023

Em 2023, o TSE cassou o mandato de deputado do ex-MPF, que havia sido eleito em 2022. O Tribunal entendeu que Dallagnol havia pedido exoneração do cargo de procurador da República, em novembro de 2021, com o objetivo de evitar a incidência da causa de inelegibilidade prevista no artigo 1º, inciso I, alínea “q”, da Lei Complementar 64/1990 — conhecida como Lei de Inelegibilidade.

Deltan era alvo de 15 procedimentos administrativos no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). No processo cujo julgamento acaba hoje, o ministro relator criticou a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) que deferiu o registro de Dallagnol para disputar o Senado.

Afronta à decisão do TSE

Para o ministro Floriano de Azevedo Marques, “a decisão do TRE-PR foi tomada em afronta à decisão do TSE, sem o mínimo respaldo jurídico”. O que, segundo ele, poderia causar efeitos perturbadores ao processo eleitoral. 

“Não que a candidatura sub judice seja patológica em si. Porém, no caso, sequer tal candidatura reúne a condição de estar sob escrutínio judicial, patente que é sua inelegibilidade”, enfatizou o magistrado.

Risco de dano ao processo eleitoral

Floriano Marques também considerou presente o risco de dano ao processo eleitoral caso a candidatura permanecesse em campanha enquanto a questão sobre a elegibilidade ainda estivesse em discussão. 

O pedido da suspensão da campanha foi apresentado pela Coligação Paraná Para Todos e pela Federação Brasil da Esperança.

— Com Agências de Notícias

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