STJ moderniza serviço de emissão de certidões para maior segurança e acessibilidade aos jurisdicionados – – –
Operação Faroeste: STJ condena desembargadora e juiz por venda de decisões em disputa de terras na Bahia  – – –
Lula aceita 19 condições de Flávio para abertura de sigilos e cobra reciprocidade – – –
STF decide que imunidade de ITBI na integralização de capital vale para empresas imobiliárias – – –
Bancada do PT na Câmara pede ao STF suspensão da transferência da ilha de Richarlison a advogado Willer Tomaz – – –
STF confirma exclusão do ISS da base de cálculo do PIS e da Cofins – – –
MPSP pede à Justiça condenação de Eduarda Campopiano por crime de transfobia contra Erika Hilton – – –
Depois do TSE e da ANPD, ONU também se posiciona sobre atuação da Meta nas eleições brasileiras – – –
Possibilidade de TSE suspender canais políticos de WhatsApp causa polêmica e tumultua a Corte – – –
Lula sanciona lei que perdoa dívidas do MEI e amplia teto de faturamento para R$ 140 mil – – –
Fachada da empresa Reag Trust, liquidada pelo BC

Metade do patrimônio de fundo da Reag veio de empresas do PCC, mostra Coaf

Há 7 meses
Atualizado quarta-feira, 18 de março de 2026

Da Redação

Um fundo de investimentos com R$ 2 bilhões em patrimônio recebeu metade desse valor — R$ 1 bilhão — de empresas ligadas ao esquema de lavagem de dinheiro do PCC no mercado financeiro. Os dados são do Coaf e foram entregues à CPI do Crime Organizado, no Senado. O fundo é administrado pela Reag, empresa que também está no centro das investigações sobre fraudes no Banco Master.

O fundo em questão é o FIDC Gold Style. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), ele é administrado, controlado, gerido e distribuído pela Reag — empresa que já aparece em investigações sobre fraudes no Banco Master. As movimentações suspeitas cobrem o período entre 2023 e 2025.

Distribuidora de combustíveis ligada ao PCC foi a maior fonte

A maior parte dos recursos — R$ 759,5 milhões — veio da Aster Petróleo, uma distribuidora de combustíveis apontada pelas investigações como ligada ao PCC. A empresa teria sido usada em um esquema de lavagem de dinheiro e sonegação de impostos que atingiu o setor de combustíveis em oito estados brasileiros. O alerta ao Coaf foi feito pelo Banco do Brasil em agosto de 2024, antes da deflagração da Operação Carbono Oculto.

Outras duas fintechs também aparecem nos registros. A BK Bank, apontada pela Polícia Federal como um dos núcleos financeiros do PCC para lavagem de dinheiro, transferiu R$ 158 milhões ao fundo. Já a Inovanti Instituição de Pagamento enviou R$ 175 milhões — ela própria havia sido citada em comunicados ao Coaf por movimentar mais de R$ 778 milhões de pessoas e empresas investigadas na mesma operação.

Fundo enviou R$ 180 milhões para empresa ligada a cunhado de Vorcaro

O fluxo de dinheiro não foi só de entrada. A própria Reag comunicou ao Coaf que o fundo Gold Style enviou R$ 180 milhões para a Super Empreendimentos — empresa que teve como diretor, entre 2021 e 2024, Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro. O comunicado foi feito uma semana após a primeira fase da Operação Carbono Oculto, em setembro de 2025.

Vale lembrar que o fundo tem patrimônio de R$ 2 bilhões, conforme publicações feitas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ou seja, os R$ 1 bilhão recebido de empresas ligadas ao PCC representa metade do total de ativos do fundo.

Reag no centro de duas grandes operações policiais

A Reag não aparece apenas nas investigações sobre o PCC. A empresa também foi alvo da Operação Compliance Zero, a mesma que levou o banqueiro Daniel Vorcaro à prisão em 4 de março deste ano e que investiga esquemas no Banco Master. O Banco Central já decretou a liquidação extrajudicial da Reag Investimentos.

Para os investigadores, a empresa teria atuado na montagem de uma estrutura de fundos usada para movimentar recursos de forma irregular, inflar resultados e esconder riscos — com indícios de fraude e lavagem de dinheiro.

Como o PCC teria usado os fundos para lavar dinheiro

De acordo com apuração do G1 e da TV Globo, a suspeita central é que o PCC se valeu da estrutura de fundos da Reag para lavar dinheiro com um único cotista — uma prática que dificulta identificar quem são os verdadeiros beneficiários do dinheiro movimentado.

Esse modelo seria parte de um esquema maior atribuído a integrantes da organização criminosa, investigado na Operação Carbono Oculto, que mira um suposto esquema bilionário de fraudes no setor de combustíveis.

Autor

Leia mais

Sede do STJ

STJ moderniza serviço de emissão de certidões para maior segurança e acessibilidade aos jurisdicionados

Há 9 horas
Sessão da Corte Especial do STJ

Operação Faroeste: STJ condena desembargadora e juiz por venda de decisões em disputa de terras na Bahia 

Há 9 horas
Presidente Lula (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL)

Lula aceita 19 condições de Flávio para abertura de sigilos e cobra reciprocidade

Há 10 horas

STF decide que imunidade de ITBI na integralização de capital vale para empresas imobiliárias

Há 10 horas
Vista aérea de Angra dos Reis (RJ)

Bancada do PT na Câmara pede ao STF suspensão da transferência da ilha de Richarlison a advogado Willer Tomaz

Há 10 horas

STF confirma exclusão do ISS da base de cálculo do PIS e da Cofins

Há 10 horas