Fachin devolve investigação do INSS a Mendonça e mantém caso Master sob sua guarda – – –
MPTCU pede investigação sobre falhas dos órgãos federais que possibilitaram saída de Flávio do país – – –
TST condena empresa a indenizar por assédio sexual a partir de depoimento de testemunha indireta – – –
Ministros do TST se manifestam contra empresários que cometeram assédio eleitoral – – –
TRF-1 autoriza Marcola, líder do PCC, a fazer avaliação psiquiátrica por vídeo com médico particular  – – –
STF suspende análise sobre menor tempo de contribuição para mulheres em previdência complementar – – –
TSE adota novo critério para cláusula de desempenho de partidos e federações nas eleições deste ano – – –
STJ decreta prisão do presidente do TCE-MT por suspeita de desvios na corte – – –
GM é condenada a indenizar operário por chuveiros coletivos sem divisórias – – –
STF retoma julgamento sobre tempo de contribuição igual para homens e mulheres na previdência complementar – – –

STF retoma julgamento sobre aplicação da Lei Maria da Penha fora do âmbito doméstico

Há 2 meses
Atualizado quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Da redação

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (19) o julgamento do Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) 153771, processo com repercussão geral reconhecida como Tema 1.412. A discussão central é saber se as medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha podem ser estendidas a casos de violência de gênero que ocorrem fora do contexto doméstico, familiar ou afetivo entre vítima e agressor.

O recurso, de relatoria do ministro Edson Fachin, foi apresentado pelo Ministério Público de Minas Gerais contra decisão do Tribunal de Justiça do estado (TJ-MG), que havia negado a aplicação de medidas protetivas a uma mulher ameaçada por razões de gênero em contexto comunitário, sob o argumento de que não existia vínculo doméstico, familiar ou afetivo entre as partes. Agora, os ministros retomam a análise após a manifestação das partes e de entidades admitidas ao processo na condição de amigos da Corte (amicus curiae).

Vinte anos de Lei Maria da Penha

Em vigor há duas décadas, a Lei 11.340/2006 é apontada como um marco na transformação do enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil. Ao reconhecer essa forma de violência como violação de direitos humanos, a norma impulsionou a criação de políticas públicas específicas e provocou mudanças estruturais no funcionamento do sistema de Justiça em todo o país.

Ao longo desses vinte anos, decisões do STF reafirmaram por diversas vezes a constitucionalidade da lei, ampliaram sua efetividade prática e reforçaram o entendimento de que cabe ao Estado brasileiro o dever de prevenir e combater esse tipo de violência.

Além do caso envolvendo a Lei Maria da Penha, a pauta desta quarta-feira reúne processos remanescentes de sessões anteriores, que tratam de temas variados relacionados a garantias constitucionais, atuação do Ministério Público e proteção de dados pessoais.

Outros processos em julgamento

Entre os casos remanescentes está o Recurso Extraordinário (RE) 1296829, também com repercussão geral reconhecida (Tema 1.121), de relatoria do ministro Cristiano Zanin. O processo discute se é constitucional o compartilhamento, com o Ministério Público Eleitoral (MPE), de dados fiscais de pessoas físicas e jurídicas obtidos por meio de convênio entre a Receita Federal e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sem autorização judicial prévia, para apurar irregularidades em doações eleitorais.

A pauta também prevê a análise da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5982, de relatoria do ministro Nunes Marques, na qual o governador de Santa Catarina questiona dispositivos da Lei Complementar 75/1993, que organiza o Ministério Público da União. Após pedido de destaque do ministro Flávio Dino, o caso passou da sessão virtual para a presencial. Também está pautada a Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 91, relatada pelo ministro Cristiano Zanin, sobre o artigo do Marco Civil da Internet que trata do acesso a dados e registros de usuários sem ordem judicial.

Delegados de polícia e correção monetária também entram na pauta

Completam a lista as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 5059 e 5073, de relatoria do ministro Dias Toffoli, que questionam trechos da Lei 12.830/2013 sobre os poderes investigativos do delegado de polícia, especialmente quanto à requisição de perícias, informações e dados sem intervenção judicial prévia. O julgamento avalia se essas prerrogativas ferem direitos à privacidade e ao sigilo das comunicações.

Por fim, o Plenário também analisa o Recurso Extraordinário (RE) 1141156 (Tema 1.016), de relatoria do ministro Edson Fachin, que discute a inclusão de expurgos inflacionários na correção monetária de depósitos judiciais, em processo movido por instituições financeiras contra decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os processos sobre o tema seguem suspensos em todo o país até a decisão final da Corte.

*Com informações do STF

Autor

Leia mais

Ministro Edson Fachin no plenário do STF

Fachin devolve investigação do INSS a Mendonça e mantém caso Master sob sua guarda

Há 36 minutos
Senador Flávio Bolsonaro

MPTCU pede investigação sobre falhas dos órgãos federais que possibilitaram saída de Flávio do país

Há 12 horas
Ministro Evandro Valadão, durante sessão do TST

TST condena empresa a indenizar por assédio sexual a partir de depoimento de testemunha indireta

Há 12 horas
Ministros do TST durante sessão

Ministros do TST se manifestam contra empresários que cometeram assédio eleitoral

Há 12 horas
Marcola. Traficante que cumpre pena em Brasília, considerado líder do PCC

TRF-1 autoriza Marcola, líder do PCC, a fazer avaliação psiquiátrica por vídeo com médico particular 

Há 13 horas

STF suspende análise sobre menor tempo de contribuição para mulheres em previdência complementar

Há 14 horas