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Ex-presidente da república e atual presidente do banco do BRICs, Dilma Rousseff

Dilma Rousseff receberá pensão mensal de R$ 17 mil por crimes sofridos durante ditadura

Há 1 dia
Atualizado terça-feira, 27 de outubro de 2026

Da Redação

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) formalizou, nesta terça-feira (27/10), o pagamento de uma indenização mensal, por parte da União, de R$ 17.562,80 para a ex-presidente Dilma Rousseff, em razão de perseguição política sofrida por ela durante o período da ditadura militar (1964-1985).

O direito à indenização é baseado na Lei nº 10.559/2002, que criou um regime de reparação para profissionais que sofreram punições ou afastamentos por motivos políticos durante o período abrangido pela anistia. A ex-presidente é considerada anistiada política, tendo sofrido perseguição e tortura na ditadura. 

Afastada da FEE

Ela receberá os valores mensais por ter sido afastada da Fundação de Economia e Estatística (FEE) do Rio Grande do Sul, em 1977, por questões políticas. À época, ela foi colocada pelo ministro do Exército Sílvio Frota em uma lista de “comunistas infiltrados no governo” e demitida.

O valor da indenização foi calculado a partir do salário médio do cargo que ela exercia, segundo o MDH. Também foi estabelecido um valor retroativo de R$ 6.616.492,19, que cobre o período acumulado desde outubro de 1997. 

Desse valor deverá ser descontado os montantes já recebidos por Dilma, seguindo os critérios de apuração e atualização estabelecidos na Justiça. A portaria que estabelece o pagamento da ex-presidente foi publicada no Diário Oficial da União e assinada pela ministra dos Direitos Humanos Janine Mello.

— Com Agências de Notícias

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