Governo Lula orienta ministros a tratar fuga de Flávio como caso de Justiça – – –
Dilma Rousseff e outros membros de conselho da Petrobras em 2006 são absolvidos pela CVM por compra de Pasadena – – –
Flávio diz ser alvo de “fraude” e “abuso de poder”, mas recua após se intitular “verdadeiro presidente eleito” – – –
Demora para edição da MP sobre o “imposto do pecado” leva a preocupações no mercado – – –
Justiça bloqueia R$ 327 milhões do CV por controle do gás de cozinha no Rio de Janeiro – – –
Toffoli pede vista e STF suspende julgamento sobre fretamento da Buser – – –
Exigência de atestados médicos com o CID não viola intimidade do trabalhador nem LGPD, diz TST – – –
Kassio determina manifestação da PGR sobre pedido de revisão da pena de Jair Bolsonaro – – –
STF mantém competência da Justiça do Trabalho no caso de ex-funcionário da RFFSA – – –
PF confirma que Flávio descumpriu ordem judicial mas não é considerado foragido – – –

Dino quer penas mais duras para juízes e advogados envolvidos em corrupção

Há 6 meses
Atualizado segunda-feira, 27 de abril de 2026

Da Redação

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), propôs endurecer as punições para magistrados, promotores, advogados e outros profissionais do sistema de Justiça que cometerem crimes de corrupção. A ideia foi apresentada em artigo publicado neste domingo (26) no Correio Braziliense e inclui afastamento imediato do cargo já no momento do recebimento da denúncia.

A proposta surge em meio a um debate interno no STF sobre como reformar o Judiciário. Há uma semana, Dino já havia defendido mudanças estruturais na Justiça — movimento lido como uma resposta ao grupo de ministros que apoia a criação de um código de ética para o tribunal, bandeira do presidente da corte, Edson Fachin.

Quem seria afetado pelas novas regras

Na visão de Dino, a legislação precisa tratar de forma específica juízes, procuradores, advogados públicos e privados, defensores, promotores, assessores e servidores do sistema de Justiça em geral. Para ele, quem conhece e deve guardar a lei não pode trair a própria toga ou beca — e merece punição proporcional a essa responsabilidade.

O ministro deixa claro que a proposta não é punitivismo sem critério. Trata-se, segundo ele, de usar instrumentos compatíveis com a gravidade dos crimes e com o papel que esses profissionais desempenham na sociedade.

“Não se trata de ilusão punitivista, e sim de usar os instrumentos proporcionais à gravidade da situação, à relevância do bem jurídico e às condições próprias dos profissionais do Direito, na medida em que é evidentemente reprovável que um conhecedor e guardião da legalidade traia a sua toga ou beca”, escreveu o ministro.

Por que Dino diz que as regras atuais não bastam

Dino ingressou na magistratura federal em 1993 e afirma que, desde então, os casos de corrupção no sistema de Justiça não só aumentaram como ficaram mais graves. Ele também aponta uma crescente ostentação de riqueza e poder por parte de quem comete atos de improbidade administrativa.

O ministro reconhece que órgãos como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e as normas éticas já existentes continuam sendo importantes, mas avalia que, sozinhos, esses instrumentos são insuficientes para conter a corrupção dentro do próprio sistema que deveria combatê-la.

O que muda na prática, segundo a proposta

Pela sugestão de Dino, as penas seriam ampliadas para crimes como peculato, concussão, corrupção passiva, prevaricação, tráfico de influência e corrupção ativa, quando praticados no âmbito do sistema de Justiça.

Além disso, o simples recebimento de uma denúncia já seria suficiente para afastar imediatamente magistrados, membros do Ministério Público, da Advocacia Pública, da Defensoria e de assessorias. E, em caso de condenação definitiva, a perda do cargo seria automática — independentemente do tempo de pena fixado pelo juiz.

O que aconteceria com advogados

Para a advocacia privada, as consequências também seriam severas. Se um advogado for denunciado por crime contra o sistema de Justiça, sua inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) seria suspensa de imediato. Em caso de condenação transitada em julgado, o cancelamento definitivo da inscrição seria obrigatório.

A proposta ainda não tem forma de projeto de lei e foi apresentada como reflexão pública pelo ministro. Mas, vindo de um integrante do STF em meio ao debate sobre a reforma do Judiciário, tende a ganhar peso nas discussões que estão por vir.

Autor

Leia mais

A foto mostra a fachada do Palácio do Planalto em Brasília.

Governo Lula orienta ministros a tratar fuga de Flávio como caso de Justiça

Há 1 hora
Ex-presidente Dilma Rousseff

Dilma Rousseff e outros membros de conselho da Petrobras em 2006 são absolvidos pela CVM por compra de Pasadena

Há 11 horas
Senador Flávio Bolsonaro descendo de avião

Flávio diz ser alvo de “fraude” e “abuso de poder”, mas recua após se intitular “verdadeiro presidente eleito”

Há 12 horas
Cédulas de dinheiro referentes a pagamentos de tributos

Demora para edição da MP sobre o “imposto do pecado” leva a preocupações no mercado

Há 13 horas

Justiça bloqueia R$ 327 milhões do CV por controle do gás de cozinha no Rio de Janeiro

Há 13 horas

Toffoli pede vista e STF suspende julgamento sobre fretamento da Buser

Há 14 horas