Por Hylda Cavalcanti
O advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que já advogou para mais de 90 governantes brasileiros, assumiu a defesa do governador Ibaneis Rocha (MDB) nas representações que tramitam contra ele no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A princípio, não há processo contra o governador, pois conforme o rito judicial, os documentos apresentados seguiram para avaliação por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR). Após o parecer da PGR, caberá aos ministros do STJ decidir ou não pela inclusão de Ibaneis em algum processo. E, no caso de decidirem pelo sim, se este será instaurado na mesma Corte ou no Supremo Tribunal Federal (STF).
Denúncias feitas em janeiro
As denúncias com pedido de representação contra o governador foram feitas em janeiro junto ao STJ, em procedimento judicial que o menciona por suposto envolvimento nos atos suspeitos relacionados a negócios firmados entre o Banco Regional de Brasília (BRB) e o Banco Master — mais precisamente a tentativa de compra do Master pelo BRB.
As duas instituições estão sendo alvo de investigação pela operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura irregularidades responsáveis por prejuízos bilionários no mercado financeiro.
Isabel Gallotti é a relatora
Também se sabe que o caso foi distribuído por sorteio à ministra Isabel Gallotti, do STJ, e que tramita sob sigilo judicial. O material já está na PGR, que agora deve definir as diligências a serem realizadas para aprofundar a apuração dos fatos, conforme informações reservadas obtidas com a área processual do Tribunal.
Até o momento, não está claro se o trecho do procedimento que acusa Ibaneis está relacionado ao inquérito que já tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao caso do Banco Master ou se faz parte de uma linha de investigação distinta, mas o governador é citado por ter atuado como interlocutor de supostas negociações ligadas ao Master.
Autores são cinco partidos
Ibaneis Rocha nega qualquer relação com as irregularidades atribuídas ao Banco Master, mas seu nome aparece em depoimentos, inclusive declarações prestadas pelo próprio empresário e ex-dono do banco, Daniel Vorcaro (atualmente sob prisão domiciliar).
Os procedimentos foram protocolados no STJ pelos partidos PT, PCdoB, PV, PDT e Rede. Como primeira iniciativa do seu trabalho de defesa, Kakay pediu acesso aos documentos que estão sendo avaliados pela PGR.
— Com Agências de Notícias


