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Judiciário brasileiro estabelece metas para agilizar processos e melhorar atendimento em 2026

Há 11 meses
Atualizado quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Da Redação

Os tribunais de todo o país acabam de definir seus compromissos para o próximo ano. As chamadas Metas Nacionais foram aprovadas nesta terça-feira (2/12), durante encontro do Poder Judiciário em Florianópolis, e funcionam como uma espécie de “lista de prioridades” para tornar a Justiça mais rápida e eficiente.

Pense nas metas como promessas que os tribunais fazem à população. Todo ano, eles escolhem quais tipos de processos vão priorizar, quanto tempo pretendem levar para julgá-los e que melhorias vão implementar. É uma forma de organizar o trabalho e garantir que casos importantes não fiquem esquecidos nas gavetas.

Processos antigos em primeiro lugar

Os tribunais vão dar atenção especial aos processos mais velhos. Na Justiça Estadual, por exemplo, a meta é julgar 80% dos casos que entraram até 2022. Processos com mais de 15 anos de espera devem ser totalmente resolvidos.

Em vez de brigar até o fim nos tribunais, as partes serão incentivadas a fazer acordos. É mais rápido, mais barato e, geralmente, deixa todo mundo mais satisfeito. A ideia é aumentar o número de casos resolvidos dessa forma.

Combate à corrupção e crimes contra a administração pública

Casos envolvendo desvio de dinheiro público, corrupção e crimes eleitorais terão tratamento prioritário. Na Justiça Estadual, 65% dessas ações devem ser julgadas, enquanto na Federal o percentual chega a 85%.

Proteção de grupos vulneráveis ganha reforço

Pela primeira vez, casos de racismo e injúria racial entram nas prioridades, junto com processos envolvendo indígenas e quilombolas. Crimes de violência doméstica e feminicídio também receberão atenção especial — o objetivo é julgar 75% dos casos de feminicídio e 90% dos de violência doméstica.

Com a crescente preocupação com o meio ambiente, os tribunais vão acelerar o julgamento de ações ambientais, com metas que variam entre 25% e 75% dos processos, dependendo do tribunal.

Resultados já aparecem

Segundo o presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, os números mostram que a estratégia funciona. Em 2024, os tribunais julgaram quase 2 milhões de processos a mais do que receberam, ajudando a diminuir a fila.

Inovação e planejamento de longo prazo

Além das metas anuais, o Judiciário definiu desafios para os próximos seis anos (2027-2032), focando em tecnologia, transparência, combate à desinformação e melhor comunicação com a sociedade.

Na prática, essas metas significam que a Justiça está tentando se tornar mais ágil e próxima do cidadão, priorizando casos que mais impactam a vida das pessoas.

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A foto mostra a fachada do Palácio do Planalto em Brasília.

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