Por Hylda Cavalcanti
Foi deflagrada nesta sexta-feira (10/04) a chamada ‘Operação Eixo’, realizada em conjunto entre as polícias civis dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Amazonas e Goiás e do Distrito Federal, além da Polícia Penal do Distrito Federal. Policiais e agentes públicos estão nas ruas em várias cidades desses estados e do DF para cumprir 96 mandados judiciais contra pessoas suspeitas de envolvimento em uma organização criminosa voltada para o tráfico interestadual de drogas.
Destes, 40 mandados são de prisão temporária, pelo prazo de 30 dias, além de mandados de busca e apreensão para 56 endereços. Além disso, foram determinadas medidas como decretação de indisponibilidade de bens de 49 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, bloqueio de até R$ 1 bilhão em contas, bloqueio de ações custodiadas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), sequestro de veículos, sequestro de três imóveis e bloqueio de criptoativos.
Ligações com facções criminosas
Conforme informações iniciais, foram identificadas ligações entre os criminosos e facções de organizações como o Terceiro Comando Puro (TCP) e Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro. O grupo atua no abastecimento do mercado de drogas nesses estados e no Distrito Federal, além de agir também na ocultação de valores ilícitos.
Na área financeira, há suspeitas de que eles possuem um esquema estruturado de lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada, contas bancárias de terceiros, criptoativos e operadores distribuídos em diferentes unidades da Federação.
Ocultação de patrimônio
As investigações identificaram pessoas jurídicas de curta duração e sem capacidade operacional compatível com os valores movimentados, registradas em estados como Amazonas, Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Assim como o uso de sistemas sofisticados para ocultação de patrimônio.
De acordo com agentes policiais, estão envolvidos na quadrilha dois colombianos e um venezuelano. Um dos colombianos tem seu nome na chamada lista vermelha da Interpol e foi preso recentemente na Espanha. O outro colombiano também está preso no país de origem. O venezuelano está localizado em Santa Catarina.
— Com agências de notícias