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Presidentes dos TREs afirmam, em carta a Nunes Marques, que só mudarão seções em “casos excepcionais”

Há 1 hora
Atualizado segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Da Redação

Os presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) assinaram nesta segunda-feira (19/10) uma nota conjunta na qual afirmam que as mudanças nos locais de votação entre o primeiro e o segundo turno das eleições deste ano não devem incomodar os eleitores e sõ serão realizadas em situações consideradas “absolutamente necessárias” e por “motivos “extraordinários”.

No documento, endereçado ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, os presidentes dos tribunais regionais dizem que as alterações são normalmente motivadas por “eventos climáticos extremos, problemas de infraestrutura nos prédios utilizados como locais de votação que não foram identificados previamente ou questões relacionadas à segurança pública”.

Críticas e postagens negativas

A nota foi elaborada e enviada ao TSE depois do último final de semana, marcado por várias críticas e postagens negativas nas redes sociais criticando a iniciativa da Justiça eleitoral de trocar o endereço de cerca de 4.300 seções de votação em todo o país.

A Corte máxima eleitoral alegou, na última sexta-feira (16/10) motivos diversos para isso, como ameaça de eventos climáticos, prédios em construção ou locais em que foram observadas dificuldades para os eleitores durante o primeiro turno, mas o número foi considerado um exagero para muita gente. E vários partidos políticos argumentaram que a medida poderia chegar até mesmo a prejudicar e atrapalhar a eleição. 

Número é bem menor que o de 2022

Na nota, os presidentes dos TREs também afirmam que o número de mudanças previstas para este ano é significativamente menor do que o registrado em 2022, apesar da previsão de ocorrência do chamado Super El Niño. E enfatizam que “a diretriz seguida à risca pelos TREs é, sempre que possível, não alterar o local de votação entre os turnos”.

As mudanças nos locais de votação é uma decisão que cabe ao TRE de cada estado, sem ingerência do TSE. A polêmica se deu porque o Tribunal Superior passou a alertar sobre a medida em seu portal de notícias e a orientar os cidadãos a checarem sua zona e sessão no app do E-título antes de irem votar.

Dados de mudanças no 1º Turno

O site do TSE também mostra quantos locais foram alterados após o primeiro turno, que, segundo a informação mais atualizada, foram 554. Em 2022, última eleição presidencial, esse número foi de 5.822. 

A previsão feita na última sexta-feira foi de cerca de 4.300 alterações para a eleição do próximo domingo, mas a expectativa dos TREs é de que haja um recuo na medida e esse número seja significativamente reduzido.

— Com Agências de Notícias

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