Da Redação
Foi iniciado nesta segunda-feira (13/4), o julgamento da que foi considerada até hoje a maior chacina do Centro-Oeste, no Fórum de Planaltina, no Distrito Federal. No trágico episódio, dez pessoas da mesma família foram mortas. Os trabalhos começaram com a oitiva de 23 testemunhas, etapa considerada fundamental para a decisão dos jurados. Conforme a programação determinada (que pode sofrer atrasos) ficou programada a tomada de depoimentos de 12 testemunhas hoje e outras 11 amanhã (14/04).
As testemunhas arroladas incluem policiais, investigadores e pessoas que tiveram contato com as vítimas ou com elementos relevantes para o esclarecimento do caso. A expectativa é de que os depoimentos contribuam para a reconstrução da dinâmica dos crimes e o envolvimento de cada um dos acusados.
Procedimentos adotados
A primeira testemunha a ser ouvida foi um agente da Polícia Civil que participou das investigações do caso. Ele detalhou os procedimentos adotados durante a apuração dos crimes. Após a fase de oitivas, o julgamento seguirá com o interrogatório dos réus, que poderão optar por permanecer em silêncio ou apresentar suas versões. Na sequência, acusação e defesa farão os debates orais antes da decisão do Conselho de Sentença.
O julgamento deve se estender ao longo da semana, diante da complexidade do caso, que envolve cinco réus — Gideon Batista de Menezes, Horácio Carlos Ferreira Barbosa, Carlomam dos Santos Nogueira, Fabrício Silva Canhedo e Carlos Henrique Alves da Silva — acusados de matar dez pessoas da mesma família.
Pessoas da mesma família
Eles são acusados pelo homicídio de 10 pessoas da mesma família e crimes relacionados, no período entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, no caso ficou conhecido como “a chacina do DF”.
A denúncia da Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Planaltina apontou os crimes de homicídios qualificados, extorsão, roubo, sequestro, constrangimento ilegal, fraude processual, corrupção de menores, ocultação e destruição de cadáver, dentre outros.
— Com Agências de Notícias