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Militar do Exército

Soldado do exército tem prisão preventiva decretada após morte de colega em São Paulo

Há 6 meses
Atualizado segunda-feira, 13 de abril de 2026

Da Redação

Um soldado do Exército Brasileiro teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Militar após ser acusado de matar um colega de farda durante serviço armado em São Paulo, em um caso que levanta questionamentos sobre disciplina e uso de armamento.

O episódio ocorreu na última quarta-feira (8), durante o primeiro serviço armado de recrutas recém-incorporados ao 8º Batalhão de Polícia do Exército, na capital paulista.

A decisão foi tomada na sexta-feira (10) pelo juiz federal da Justiça Militar, Vitor De Luca, durante audiência de custódia realizada na sede da 2ª Auditoria da Justiça Militar da União.

Segundo as informações oficiais, a prisão preventiva foi mantida para assegurar a hierarquia e disciplina militar, além de garantir a adequada apuração dos fatos.

Caso ocorreu durante primeiro serviço armado

O disparo fatal aconteceu em uma área de guarda instalada em um alojamento dentro de um condomínio residencial de oficiais, localizado no bairro do Ibirapuera, zona sul de São Paulo.

A vítima, o soldado Antonio Henrique dos Santos Sousa, foi atingida por um tiro no tórax enquanto estava deitada em uma cama no local.

O uso de uma pistola calibre 9 milímetros, comum em operações militares, chamou atenção para o contexto em que ocorreu o disparo, considerado inadequado pelas autoridades.

Suspeito tentou prestar socorro após disparo

De acordo com os relatos, o próprio militar acusado de efetuar o disparo tentou prestar os primeiros socorros imediatamente após o ocorrido. Outros integrantes da equipe de serviço também auxiliaram no atendimento até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Apesar dos esforços, o soldado não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local, gerando comoção entre os colegas de corporação.

Relatos indicam uso indevido da arma

Testemunhas afirmaram que o disparo ocorreu enquanto o militar manuseava a arma de forma inadequada, em tom de brincadeira.

Ainda segundo os depoimentos, horas antes do incidente ele já havia sido advertido por colegas após apontar a arma para outro integrante da equipe.

As circunstâncias descritas reforçam a hipótese de conduta imprudente, o que pode influenciar diretamente na tipificação penal do caso.

Investigação segue na justiça militar

O suspeito foi preso em flagrante por outros militares ainda no local do ocorrido, logo após o disparo. Na audiência de custódia, a Justiça Militar decidiu manter a prisão preventiva, destacando a necessidade de preservar a ordem interna das Forças Armadas.

O inquérito policial militar continua em andamento e, após sua conclusão, será encaminhado ao Ministério Público Militar.

A depender das conclusões das investigações, o caso poderá ser enquadrado como crime de homicídio, considerando as circunstâncias que ainda estão sendo analisadas.

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