Da Redação
Um soldado do Exército Brasileiro teve a prisão preventiva decretada pela Justiça Militar após ser acusado de matar um colega de farda durante serviço armado em São Paulo, em um caso que levanta questionamentos sobre disciplina e uso de armamento.
O episódio ocorreu na última quarta-feira (8), durante o primeiro serviço armado de recrutas recém-incorporados ao 8º Batalhão de Polícia do Exército, na capital paulista.
A decisão foi tomada na sexta-feira (10) pelo juiz federal da Justiça Militar, Vitor De Luca, durante audiência de custódia realizada na sede da 2ª Auditoria da Justiça Militar da União.
Segundo as informações oficiais, a prisão preventiva foi mantida para assegurar a hierarquia e disciplina militar, além de garantir a adequada apuração dos fatos.
Caso ocorreu durante primeiro serviço armado
O disparo fatal aconteceu em uma área de guarda instalada em um alojamento dentro de um condomínio residencial de oficiais, localizado no bairro do Ibirapuera, zona sul de São Paulo.
A vítima, o soldado Antonio Henrique dos Santos Sousa, foi atingida por um tiro no tórax enquanto estava deitada em uma cama no local.
O uso de uma pistola calibre 9 milímetros, comum em operações militares, chamou atenção para o contexto em que ocorreu o disparo, considerado inadequado pelas autoridades.
Suspeito tentou prestar socorro após disparo
De acordo com os relatos, o próprio militar acusado de efetuar o disparo tentou prestar os primeiros socorros imediatamente após o ocorrido. Outros integrantes da equipe de serviço também auxiliaram no atendimento até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Apesar dos esforços, o soldado não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local, gerando comoção entre os colegas de corporação.
Relatos indicam uso indevido da arma
Testemunhas afirmaram que o disparo ocorreu enquanto o militar manuseava a arma de forma inadequada, em tom de brincadeira.
Ainda segundo os depoimentos, horas antes do incidente ele já havia sido advertido por colegas após apontar a arma para outro integrante da equipe.
As circunstâncias descritas reforçam a hipótese de conduta imprudente, o que pode influenciar diretamente na tipificação penal do caso.
Investigação segue na justiça militar
O suspeito foi preso em flagrante por outros militares ainda no local do ocorrido, logo após o disparo. Na audiência de custódia, a Justiça Militar decidiu manter a prisão preventiva, destacando a necessidade de preservar a ordem interna das Forças Armadas.
O inquérito policial militar continua em andamento e, após sua conclusão, será encaminhado ao Ministério Público Militar.
A depender das conclusões das investigações, o caso poderá ser enquadrado como crime de homicídio, considerando as circunstâncias que ainda estão sendo analisadas.