Por Hylda Cavalcanti
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou, por meio de entrevistas concedidas nesta quinta-feira (23/04) e também por uma postagem em sua página na Rede Social X, que errou ao relacionar homossexualidade a uma acusação contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema.
Ele pediu desculpas e disse que “não tem problemas de reconhecer” quando erra. Tudo se deu porque, ao explicar a inclusão do ex-governador de Minas Gerais no inquérito das fake news, o ministro usou um exemplo de algo que ele avalia que Zema não aceitaria ser relacionado.
Citação à homossexualidade
“Imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo?”, enfatizou Mendes. O contexto da fala foi porque, dias antes, num vídeo, Zema retratou ele e outros ministros do STF como fantoches
“Errei quando citei a homossexualidade ao me referir ao que seria uma acusação injuriosa contra o ex-governador Romeu Zema”, disse o ministro. “Desculpo-me pelo erro. E reitero o que está certo”, acrescentou, na sua postagem.
Caso Master
No vídeo publicado por Zema, nas redes sociais, o governador mineiro fez críticas ao STF, a Mendes e ao também ministro Dias Toffoli. Todas, relacionadas ao caso do Banco Master. Essa semana, o Gilmar Mendes pediu ao relator do inquérito das fake news no Supremo, ministro Alexandre de Moraes, a inclusão de Zema na investigação.
No pedido, o decano da Corte argumentou ter tomado conhecimento do vídeo em 5 de março. E disse que o conteúdo “vilipendia não apenas a honra e a imagem do Supremo”, assim como a dele. Moraes encaminhou o pedido para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR).
— Com Agências de Notícias