Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos – – –
Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima – – –
Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE – – –
STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo – – –
TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes – – –
Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos – – –
TSE informa, em nota, que não determinará a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar – – –
Propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV termina nesta sexta-feira (23) – – –
TRF3 e Mackenzie lançam plataforma para localizar intérpretes forenses – – –
Congressistas dos EUA querem reunião hoje com Meta para cobrar explicações sobre eleições no Brasil – – –
Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal e ex-servidor da PF

Mendonça pede vista e suspende julgamento de  Eduardo Bolsonaro por difamação

Há 6 meses
Atualizado quinta-feira, 23 de abril de 2026

Da Redação

O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa uma acusação de difamação contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi suspenso na tarde desta terça-feira. O ministro André Mendonça pediu vista do processo — ou seja, mais tempo para analisar o caso — depois que quatro colegas já haviam votado pela condenação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A ação foi movida pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que acusa Eduardo de ter divulgado informações falsas sobre ela nas redes sociais em 2021.

O que Eduardo publicou e por que isso virou caso no STF

Tudo começou quando o ex-presidente Jair Bolsonaro vetou um projeto de lei que previa a distribuição gratuita de absorventes para estudantes de baixa renda e pessoas em situação de vulnerabilidade. Tabata Amaral foi uma das parlamentares que se posicionaram contra o veto.

Logo após, Eduardo compartilhou no X (antigo Twitter) uma publicação com três afirmações sobre Tabata: que ela teria criado o projeto para beneficiar o empresário Jorge Paulo Lemann, que sua campanha eleitoral havia sido financiada por Lemann e que o empresário seria sócio da P&G, fabricante de absorventes. Nenhuma das três informações era verdadeira.

Em março de 2023, Tabata apresentou uma queixa-crime ao STF. Durante o interrogatório, Eduardo admitiu ter feito as publicações, mas disse não saber a origem das informações. Para o relator, ministro Alexandre de Moraes, essa admissão revela que Eduardo agiu com intenção de difamar.

Como está o placar e o que pode acontecer a Eduardo

O relator Moraes votou pela condenação e propôs pena de um ano de detenção em regime aberto, mais multa equivalente a 39 dias-multa — cada um no valor de dois salários mínimos, totalizando cerca de R$ 126,4 mil. Acompanharam o relator os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, formando placar de 4 a 0.

Com o pedido de vista de Mendonça, o julgamento ficou suspenso por prazo indefinido. Ainda faltam votar outros seis ministros. Vale lembrar que o STF opera atualmente com apenas dez integrantes, já que a vaga aberta com a saída do presidente Luís Roberto Barroso ainda não foi preenchida — o indicado pelo presidente Lula, Jorge Messias, passa por sabatina no Senado ao final do mês.

Defesa alega imunidade parlamentar, mas argumento é rejeitado

A defesa de Eduardo tentou usar a imunidade parlamentar como proteção, argumento que foi rechaçado por Moraes. O ministro entendeu que esse tipo de proteção só vale quando a manifestação tem relação direta com a atividade legislativa — o que não é o caso aqui, já que as publicações extrapolaram os limites do mandato e configuram ofensa à honra de outra pessoa.

A Procuradoria-Geral da República também se posicionou a favor da condenação, concluindo que houve o crime de difamação, punível com detenção de três meses a um ano e multa.

Eduardo questiona imparcialidade de Moraes

Nesta segunda-feira, Eduardo Bolsonaro usou as redes sociais para questionar a isenção do ministro Moraes no julgamento. O ex-deputado divulgou uma foto em que Moraes aparece no casamento de Tabata com o prefeito de Recife, João Campos (PSB), realizado em fevereiro deste ano, e argumentou que o ministro não poderia ter votado no caso por ser próximo da autora da ação.

O episódio acirrou o debate político em torno do julgamento, mas até o momento não há indicação de que o questionamento terá efeito jurídico sobre o processo.

Autor

Leia mais

Ministro André Mendonça, do TSE

Ministro André Mendonça diz que TSE não atuará como ‘arbitro’ de acordo sobre quebra de sigilos

Há 23 horas
Ministro Gilmar Mendes, do STF

Gilmar Mendes anula aposentadoria compulsória aplicada pelo CNJ a juiz de Roraima

Há 1 dia

Floriano limita poder de Nunes Marques e leva disputa sobre canal de Lula ao Plenário do TSE

Há 1 dia

STF valida mediação e conciliação em delegacias da Polícia Civil de São Paulo

Há 1 dia
Trecho da construção da Ferrovia Transnordestina

TCU aprova acordo para concessão da malha Nordeste da Ferrovia Transnordestina, com indenização por trechos inoperantes

Há 1 dia

Diretora de presídio feminino no Rio é presa por desvio de 70 kg de alimentos

Há 1 dia