Da Redação
A Justiça da Itália autorizou a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil em segundo pedido feito, desta vez referente ao processo que a condenou por correr e ameaçar, com arma em punho, um radialista pelas ruas de São Paulo na véspera das eleições de 2022.
A ex-parlamentar já tinha tido a extradição autorizada pelo outro processo, relacionado à condenação que ela recebeu por invadir o sistema de informática do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas está sendo avaliado, nesse caso, um recurso apresentado por ela.
Condenação de 15 anos
Zambelli foi condenada nos dois processos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao cumprimento de pena de reclusão em regime inicial fechado de 15 anos e três meses, no total. Mas está presa na Itália, para onde fugiu.
O primeiro pedido de extradição feito pelo governo brasileiro foi aceito pela justiça daquele país em março passado e está sendo objeto de um último recurso pela Corte de Recursos de Roma.
Confirmação por embaixador
A informação do acolhimento do novo pedido foi confirmada nesta quinta-feira (16/04) pelo embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca de Souza, que explicou que ainda cabe, por parte de Zambelli, recorrer.
Zambelli tem cidadania italiana e deixou o Brasil em maio do ano passado, pela fronteira com a Argentina. Antes de chegar ao país europeu, ela também passou pelos Estados Unidos.
Depende do governo italiano
Como fugiu do país após uma condenação do Supremo, ela é considerada foragida da Justiça brasileira. Por isso, o STF formalizou o pedido de extradição, assinado pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes.
A ex-deputada permanece presa em Roma, porque autoridades do país europeu entendem que há risco de fuga.
Nos dois casos, depois de todos os recursos analisados pela Justiça, a palavra final sobre a extradição de Zambelli será do governo italiano, que tem a prerrogativa de, após a decisão da Justiça, entregá-la ou não à justiça brasileira.
— Com Agências de Notícias