Trump diz que considera 'uma pena' prisão de Bolsonaro

Estados Unidos condenam prisão domiciliar de Bolsonaro e ameaçam novas sanções

Há 4 meses
Atualizado sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Da Redação

O Departamento de Estado dos Estados Unidos emitiu uma condenação formal à decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração oficial, divulgada pelo Bureau de Assuntos do Hemisfério Ocidental, representa uma escalada diplomática sem precedentes na relação entre os dois países.

Em comunicado nas redes sociais, o governo americano classificou Moraes como “abusador de direitos humanos sancionado pelos EUA” e prometeu responsabilizar todos os que colaborarem com as condutas do ministro do STF.

“Deixem Bolsonaro Falar!”

A manifestação oficial dos Estados Unidos marcou o posicionamento mais duro do país contra uma autoridade brasileira em décadas. O Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental utilizou linguagem direta ao afirmar que Moraes “continua a usar as instituições do Brasil para silenciar a oposição e ameaçar a democracia”.

A frase “Deixem Bolsonaro falar!” tornou-se o símbolo da posição americana, demonstrando o apoio explícito à liberdade de expressão do ex-presidente. O governo Trump promete ampliar as sanções econômicas e políticas contra autoridades brasileiras que apoiem as decisões consideradas autoritárias pelo Departamento de Estado.

Contexto da Prisão Domiciliar Determinada por Moraes

A decisão de Alexandre de Moraes foi motivada pelo que o ministro considerou “reiterado descumprimento das medidas cautelares” por parte de Bolsonaro. O estopim foi a participação do ex-presidente, via telefone, em uma manifestação realizada em Copacabana no último domingo, onde discursou através de seu filho Flávio Bolsonaro, que publicou o vídeo nas redes sociais.

Moraes argumentou que essa conduta violou diretamente as restrições impostas em julho, que incluíam a proibição de uso de redes sociais, mesmo por meio de terceiros. A prisão domiciliar inclui o confisco de celulares, proibição de visitas (exceto advogados) e manutenção da tornozeleira eletrônica.

Repercussões Internacionais e Cenário Político Futuro

A reação americana sinaliza uma possível crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos, com Washington preparando um plano estruturado de sanções escalonadas. Segundo fontes diplomáticas, o Departamento de Estado possui respostas predefinidas para cada ação do STF ou do governo brasileiro, incluindo a extensão das sanções da Lei Magnitsky para outros ministros do Supremo Tribunal Federal.

O cenário político interno também se intensifica, com manifestações de apoio a Bolsonaro em diversas cidades brasileiras e críticas crescentes ao que os aliados do ex-presidente chamam de “perseguição política”. A situação coloca o governo Lula em posição delicada nas relações bilaterais, especialmente considerando as ameaças tarifárias já impostas por Trump ao Brasil.

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